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19/09/2017
06 de outubro de 2016 às 10h13 | Geral

Atividade do comércio recua 0,6% em setembro, aponta Serasa Experian

No ano, a queda acumulada atinge 7,7%

Por: Da Redação

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, houve retração de 0,6% na atividade varejista no país durante o mês de setembro/16 (na comparação com agosto/16), já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano passado (setembro/15), houve retração de 6,3% na movimentação dos consumidores nas lojas. No acumulado do ano, isto é, até setembro de 2016, o comércio varejista registra queda de 7,7% perante o mesmo período do ano passado.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, crédito caro e escasso aliado à perda da renda ocasionada pela alta do desemprego e por uma inflação que ainda se situa em patamar elevado, tem afugentado os consumidores das lojas, apesar de uma certa recuperação do grau de confiança dos mesmos observada ao longo destes últimos meses.

No mês de setembro/16, metade das categorias pesquisadas registrou recuo na atividade varejista. O maior deles ocorreu no segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, com retração de 1,9%, seguido pelas quedas de 1,5% em combustíveis e lubrificantes e de 1,2% em veículos, motos e peças. O segmento de material de construção registrou estabilidade em setembro/16 e, no campo positivo, observamos os avanços de 0,1% em supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas e de 0,2% em móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

A maior retração do consumidor no período de janeiro a setembro de 2016 deu-se no segmento de veículos, motos e peças, o qual registrou queda de 14,5% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 13,5%, observada no movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Houve recuo também significativo, de 12,6%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática. Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-6,8%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,3%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se mantém no terreno positivo, com alta de 3,5% em relação período acumulado de janeiro a setembro do ano passado.

 

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