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23/11/2017
16 de fevereiro de 2017 às 15h30 | Economia

Atividade econômica recua 3,6% em 2016 e volta ao patamar de 2010, diz Serasa Experian

Investimentos e consumo das famílias puxaram queda no ano passado

Por: Da Redação
Reprodução

O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) exibiu queda de 0,4% em dezembro/16, descontado os devidos ajustes sazonais. Com este resultado, a atividade econômica recuou 3,6% no ano de 2016, queda bastante próxima ao tombo de 3,8% registrado em 2015.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, turbulências políticas com a culminação do processo de impeachment, deterioração do quadro fiscal, quebra de safra por fatores climáticos, juros altos que se fizeram necessários para se desinflacionar a economia, níveis ainda deprimidos dos níveis de confiança de empresários e consumidores, foram elementos que pesaram negativamente sobre a atividade econômica no ano passado.

Vale notar que a queda de 3,6% da atividade econômica em 2016, adicionada ao recuo de 3,8% observado em 2015, fez a economia brasileira retornar ao patamar de atividade de 2010.

Pelo lado da oferta agregada, a agropecuária foi o grande destaque negativo da atividade econômica no ano passado, retraindo-se 7,3% perante o desempenho verificado em 2015. O setor de serviços teve um desempenho menos negativo em 2016: queda de 2,4% em comparação a 2015. Por fim, a indústria exibiu retração de 3,9% no ano passado.

Do ponto de vista da demanda agregada, a forte retração de 11,2% dos investimentos, decorrente da perda da confiança dos agentes econômicos quanto ao cenário prospectivo da economia brasileira, foi o principal destaque negativo do ano de 2016. Outra queda significativa deu-se no consumo das famílias, por causa das altas do desemprego e dos juros: recuo de 4,4% perante 2015. O consumo do governo retraiu-se 0,8% no ano passado. Por outro lado, a queda na atividade econômica só não foi maior no ano passado porque o setor externo apresentou desempenho favorável: alta de 2,8% nas exportações e queda de 10,5% nas importações.

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