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23/10/2017
01 de agosto de 2017 às 11h39 | Saúde

Aumento nos casos diagnosticados como positivo acende alerta para propagação de infecções virais

O alto índice de casos positivos chama a atenção

No último mês foi comemorado o Julho Amarelo, período em que todas as unidades básicas de saúde (UBS) e de saúde da família (UBSF) de Campo Grande se mobilizaram e realizaram ações de prevenção às hepatites virais. Foram palestras, distribuição de preservativos e testes rápidos nos pacientes interessados.

Somente o serviço de IST/AIDS (infecções sexualmente transmissíveis) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) realizou 2538 procedimentos, entre pré-aconselhamento, testagem rápida para diagnóstico de sífilis, HIV, hepatites B e C, e pós-aconselhamento.

Dos 423 pacientes atendidos pelo IST/AIDS durante o Julho Amarelo, foram diagnosticados três com hepatite C e um com hepatite B, além de 15 casos de sífilis e um de HIV. Os pacientes com sífilis receberam a orientação para procurarem as unidades básicas de saúde para tratamento e acompanhamento, enquanto que todos os demais foram encaminhados às unidades de referência.

As ações do IST/AIDS aconteceram em empresas privadas e locais públicos durante todo mês do Julho Amarelo. No último dia 28, quando se comemorou o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, as pessoas que passaram pelo Camelódromo tiveram a oportunidade de realizar os testes rápidos para diagnóstico de sífilis, HIV, hepatites B e C, além de aconselhamentos.

Ir onde há grande concentração da população é uma recomendação do Ministério da Saúde. “Estamos seguindo as orientações dos órgãos internacionais e nacionais de prevenção e combate às infecções sexualmente transmissíveis, que é ir onde tenha grande fluxo de pessoas para ofertar o teste rápido para que o indivíduo saiba a sua condição sorológica”, disse a coordenadora do IST/AIDS, Denise Leite Lima.

Até 2016, somente dois locais em Campo Grande podiam realizar o teste rápido para HIV, sífilis, hepatites B e C na população em geral. Em 2017, esta oferta foi ampliada para todas as UBS e UBSF da Capital e qualquer cidadão pode fazer o teste, saber se é ou não portador de alguma IST e receber o tratamento preconizado, além de contar com o sigilo do procedimento.

Na UBSF Dr. Jorge David Nasser – Jockey Club, os profissionais de saúde, técnicos, agentes comunitários e administrativos se mobilizaram e aproveitaram o Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais (28 de julho), para orientar, aconselhar e realizar os testes rápidos nos pacientes que aguardavam atendimento.

“Qualquer UBS e UBSF pode realizar o teste rápido para HIV, sífilis, hepatites B e C na população interessada durante todo o ano e contar com o sigilo do procedimento. Essa é uma determinação do Ministério da Saúde e as ações devem ser intensificadas em datas específicas, como foi o último dia 28”, afirmou Lima.

A única recomendação é que os interessados procurem as unidades e se informem se há agendamento para a realização dos testes rápidos.

Hepatites

As hepatites são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Elas causam a inflamação do fígado por meio de vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo.

Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses.

As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.

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