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22/09/2017
04 de janeiro de 2017 às 09h22 | Geral

Campo Grande tem a 4ª menor alta da cesta básica entre capitais em 2016

No ano, preço da cesta subiu 5,04%, segundo pesquisa do Dieese

Por: Da Redação com G1

Campo Grande registrou no acumulado de 2016 a quarta menor alta da cesta básica entre as capitais do país. Os dados são do estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta quarta-feira (4).

De acordo com a pesquisa, entre janeiro e dezembro do ano passado, o preço da cesta básica subiu na capital sul-mato-grossense, 5,04%. O percentual ficou acima somente do registrado em Recife (PE), com 4,23%; Curitiba (PR), 4,61% e São Paulo (SP), 4,96%. Em contrapartida, a maior variação no ano ocorreu em Rio Branco (AC), com 23,63%.

O Dieese aponta em 2016 as maiores variações de preços entre os 13 produtos pesquisados em Campo Grande foram registradas nos valores da manteiga (39,49%), do feijão (38,66%) e do açúcar cristal (37,25%), e que foram reflexo principalmente das oscilações climáticas e incertezas de mercado.

Em contrapartida, retrata que embora tenham registrado momentos de alta durante o ano, os preços do tomate, com 40,04% e da batata, com 29,78%, foram os que contabilizaram as retrações mais expressivas no intervalo de 12 meses.

Dados de dezembro

Se no ano o preço da cesta básica em Campo Grande foi um dos que menos subiu, especificamente no mês de dezembro, o departamento revela que houve uma queda no valor, sendo a 2ª maior diminuição percentual entre as capitais brasileiras, com 4,16%. Isso fez com que o preço do grupo de produtos fosse o 10º mais acessível.

Dos 13 produtos pesquisados pelo Dieese, sete registraram aumento de preço em dezembro na cidade sul-mato-grossense: manteiga, com 3,37%; café em pó, com 2,45%; farinha de trigo, com 1,98%; pão francês, com 1,84%; óleo de soja, com 1,50%; açúcar cristal, com 0,72% e carne bovina, com 0,24%.

Outros seis itens contabilizaram retrações: batata, com 18,76%; feijão carioquinha, com 18,61%; tomate, com 13,29%; banana, com 8,16%; leite, com 5,09% e arroz, com 1,66%.

O departamento  revelou ainda que para adquirir a cesta básica o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu 50,40% de sua remuneração líquida (rendimento descontado dos 8% da previdência social), demandando 102 horas e um minuto de jornada laboral mensal.

Já para comprar a cesta básica familiar, com uma quantidade de produtos suficiente para atender uma família com quatro pessoas, o departamento revelou que o trabalhador de Campo Grande desembolsou no mês passado R$ 1.224,18, o equivalente a 1,39 vezes o salário mínimo vigente.

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