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17/06/2019
03 de abril de 2019 às 13h27 | Geral

Celulose garante saldo US$ 537 milhões na balança comercial do 1º trimestre em MS

Crescimento positivo da balança comercial foi impulsionado pela expansão da celulose (38,58%)

Por: GOV MS
Divulgação/GOV MS

Mato Grosso do Sul fechou o primeiro trimestre de 2019 com um saldo na balança comercial acumulado em US$ 537 milhões. É o que revela a Carta de Conjuntura do Setor Externo do mês de abril divulgada hoje pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). O documento é elaborado com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério da Economia.

“Nós tivemos uma desvalorização gradual do dólar ao longo de 2019. Por isso, os resultados no comércio exterior apresentaram uma queda em relação ao mesmo período em 2018. De janeiro a março deste ano Mato Grosso do Sul teve um leve aumento nas importações (5,26%) e queda nas exportações de 1,58%. Mesmo com essa leve queda, o superávit acumulado no primeiro trimestre de 2019 já chega a 537 milhões de dólares”, comenta o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

De acordo com os dados da Carta de Conjuntura, o crescimento do saldo positivo da balança comercial em grande parte foi impulsionado pela expansão da celulose (38,58%) representando cerca de 47% das exportações de Mato Grosso do Sul. A soja, embora seja o segundo produto com 18,75% apresenta queda em relação ao mesmo período do ano passado de 27,74%.

Em termos de destino, há uma concentração nas exportações para a China. As vendas externas para o país asiático, de janeiro a março de 2019 representaram cerca de 40,9% do valor total das exportações sul-mato-grossenses. Os países com maior aumento na participação foram: Estados Unidos (196,35%) e Emirados Árabes Unidos (84,1%). A maior queda foi registrada para Hong Kong, com baixa de 30,14% nas exportações em relação ao primeiro trimestre de 2018.

O principal município exportador foi Três Lagoas, com cerca de 56,11% dos valores exportados de janeiro a março de 2019, com composição baseada sobretudo nas exportações na indústria de Papel e Celulose.

 

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