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22/10/2020
07 de julho de 2020 às 10h05 | Rural

Com incêndio se propagando no Pantanal, tempo seco será crítico em MS até setembro

Incêndio de grandes proporções também foi registrado em um canavial em Costa Rica, caracterizado como criminoso

Por: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

Com um grande incêndio florestal ocorrendo há uma semana no Paraguai-Mirim, região do Pantanal de Corumbá, o período mais seco em Mato Grosso do Sul, iniciado em julho, deverá apresentar um cenário crítico até setembro, segundo prognóstico climático divulgado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).

A tendência é a redução da umidade relativa do ar com valores diários que podem ficar abaixo de 30% em algumas regiões do Estado, com picos mínimos abaixo de 20%, acrescida de temperaturas elevadas e acima da média.

Na avaliação da Defesa Civil, um quadro que agrava a situação de pandemia devido a redução da qualidade do ar. “São indicadores que afetam diretamente a saúde da população, onde uma das consequências diretamente associada ao coronavírus é a questão respiratória, que piora devido à fumaça”, explicou o coronel Fábio Catarinelli, coordenador da Defesa Civil do Estado.

Em nota, a Polícia Militar Ambiental (PMA) lançou um alerta para que as pessoas evitem uso do fogo, especialmente neste período de prolongada estiagem, informando que quase 100% dos incêndios registrados e que causam transtornos ambientais e à saúde são de origem humana e criminosos.

Neste período (1º de julho a 30 de setembro), os órgãos ambientais do Estado não expedem licenças para a queima controlada em Mato Grosso do Sul, estendendo-se até 31 de outubro no Pantanal. “Além disso – informa a PMA -, nenhum município autoriza realização de queima em perímetro urbano em qualquer período”.

Provoca incêndio em mata ou floresta pode gerar prisão em flagrante. A pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão, além de o infrator ser autuado administrativamente e multado em R$ 1.000,00 por hectare ou fração, em área agropastoril ou vegetação não protegida por lei, e R$ 5.000,00 por hectare em vegetação protegida.

 
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