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22/05/2017
16 de março de 2017 às 10h19 | Trânsito

Com semáforos e novas pistas, obra vai conter congestionamento na Via Parque

A pesquisa de tráfego serviu de base para definição deste formato de solução viária adotado

Por: PMCG
PMCG

Dentro de aproximadamente 70 dias, estará resolvido um dos gargalos do trânsito de Campo Grande: congestionamento registrado há pelo menos 10 anos na rotatória das avenidas Mato Grosso e Nelly Martins, por onde chegam a circular 30 mil veículos diariamente.

A obra começa na segunda-feira, com largada dada pelo prefeito Marquinhos Trad, às 9 horas.  O projeto de reestruturação da rotatória se arrastava desde 2014, quando foi assinado o convênio com o Detran para custear a obra, eu agora custará R$ 1.623.015,50.

“É uma solução para os próximos 15 a 20 anos, a um custo muito menor se comparado, por exemplo, a construção de um viaduto ou de um mergulhão, soluções de engenharia mais caros e com maior dano urbanístico”, argumenta o diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine de Lima Bruno.

Basicamente, o projeto consiste na instalação de um conjunto de semáforos para regular o fluxo do trânsito na rotatória, que perderá dois metros de circunferência e ganhará duas faixas adicionais de rolamento. Esta alteração permitirá que, ao invés de um, três veículos trafeguem de forma simultânea.

Atualmente, embora haja espaço suficiente para dois carros passarem, via de regra, só um acaba circulando de cada vez. O resultado é a formação de congestionamentos diários, sobretudo, nos horários de pico, especialmente pela manhã e ao final da tarde, coincidindo com o início e o término do expediente nas repartições públicas instaladas no Parque dos Poderes.

A pesquisa de tráfego realizada no local, que serviu de base para definição deste formato de solução viária adotado, mostrou que pela Mato Grosso descem, em média, de segunda a sexta-feira, 17.990 veículos. Em compensação, na pista contrária (sentido, centro-Parque dos Poderes), sobem 18.320. Esta frota cai drasticamente no trecho da avenida depois da rotatória, em frente do Conjunto Coophafé: na pista centro/Parque dos Poderes, passam 11.502 veículos e na outra, Parque/centro, 13.015.

Além de diminuir o tamanho da rotatória, haverá redução de dois metros de canteiro central  de cada lado) da Mato Grosso (numa extensão de 300 metros na direção do Parque dos Poderes e 80 de metros no sentido centro /bairro). Com isto, nestes trechos a avenida vai ganhar duas pistas adicionais, ficando três para o trânsito de veículos e uma quarta para o transporte coletivo.

Os técnicos da Agetran explicam que na situação atual, onde há ponto de ônibus, o trânsito fica afunilado em duas pistas. Agora, ficarão três fileiras de carro para entrar de uma vez na rotatória, à medida que o sinal esteja verde.

Os semáforos terão diferentes ajustes de tempo do verde e do vermelho, dependendo do horário e do dia da semana. Pela manhã, por exemplo, quando é maior o fluxo de pessoas que vão iniciar o expediente, o verde vai demorar mais na pista centro/Parque dos Poderes. Ao final da tarde, quando as pessoas estão voltando para casa, usando a outra pista, a situação se inverte.  No restante do dia e aos finais de semana os tempos ficam iguais.

Outras intervenções

Além da redução do tamanho do canteiro central da Mato Grosso e da rotatória, foram feitas algumas intervenções pontuais para criar uma alternativa de acesso à região do Bairro Carandá, com abertura da Rua Antônio Teodorowick. Esta rua liga a Antônio Maria Coelho a Pedro Martins e daí chega a Vitório Zeolla.

Com a proibição de conversão à esquerda, para quem sobe a Mato Grosso, em direção ao Carandá, a melhor alternativa para aumentar o trajeto até o retorno é ir pela Antônio Maria Coelho (onde haverá duas pistas centro/bairro e uma terceira, bairro-centro) e daí seguir pela Antônio Teodorowick.

Está programada a instalação de semáforos na Antonio Maria Coelho com a Rua Ingazeiro e nas esquinas com a Antônio Teodorowick e Lillian Oshiro.  Haverá semáforo também no cruzamento da Mato Grosso com a Antônio Teodorowick. Estão previstos melhorias em bocas de lobo e rebaixamento de caixas telefônicas. A primeira versão do projeto (que previa a retirada da rotatória) foi descartada porque implicaria em proibir conversões a direita ou a esquerda, já que não há semáforos de quatro tempos e nem alternativas viárias para garantir alguns acessos.

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