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18/10/2017
20 de agosto de 2017 às 08h28 | Geral

Desemprego atinge 43 mil pessoas na Capital, maior número desde 2012

Taxa de desocupação está em 9,2%, maior índice de toda série do IBGE

Por: Da Redação
Reprodução

De cada três desempregados em Mato Grosso do Sul, um é de Campo Grande. O município terminou o segundo trimestre deste ano com 43 mil pessoas desocupadas conforme a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada na semana passada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número é recorde e corresponde a taxa de desocupação de 9,2%, a maior desde o início da série, em 2012.

Pelos números do IBGE, em um ano, a parcela de desocupados (pessoas sem trabalho que buscam recolocação no mercado) cresceu em 9 mil trabalhadores. No mesmo período (abril a junho) de 2016, eram 34 mil desempregados. Em termos relativos, a alta é de 26,47%.

Desde que o IBGE realiza essa pesquisa (primeiro trimestre de 2012), a Capital não havia registrado números nesses patamares. A segunda taxa de desocupação mais acentuada (8,7%) também foi verificada neste ano, de janeiro a março. Na ocasião, eram 40 mil desempregados. Ou seja, de um trimestre a outro, 3 mil pessoas engrossaram a relação do desemprego.

A quantidade de desempregados em Campo Grande no segundo trimestre deste ano corresponde a 34,95% dos 123 mil desocupados em Mato Grosso do Sul. Isso equivale a um desempregado campo-grandense a cada três em todo o Estado.

Em Mato Grosso do Sul, a taxa de desocupação, no segundo trimestre, foi de 8,9%, também índice recorde. Em 2016, em igual período, estava em 7% e a quantidade de desocupados somava 95 mil pessoas. Neste ano, o incremento foi, assim, de 29,4%. Ou, em termos absolutos, são 28 mil trabalhadores a mais em busca de emprego.

Considerando apenas os desocupados, a situação de Mato Grosso do Sul vinha melhorando até 2014, conforme mostra a série histórica da PNAD Contínua. No segundo trimestre de 2012, havia 87 mil pessoas nessa condição. Em 2013, essa parcela caiu para 63 mil e, em 2014, reduziu ainda mais, somando 50 mil trabalhadores.

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