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19/09/2017
29 de novembro de 2016 às 11h34 | Economia

Desemprego fica em 11,8% no trimestre encerrado em outubro

No mesmo período de 2015, a taxa ficou em 8,9%

Por: G1

O desemprego ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mesmo período de 2015, a taxa ficou em 8,9%. Já no trimestre terminado em julho deste ano, o índice foi de 11,6%.

A população desocupada foi de 12 milhões de pessoas, estável na comparação com o trimestre de maio a julho de 2016, mas 32,7% maior (mais 3 milhões de pessoas) em relação a igual trimestre de 2015. Este é o 3º trimestre seguido do ano em que o número de desempregados no país ficou acima de 12 milhões, de acordo com o instituto.

Já a população ocupada (89,9 milhões de pessoas) apresentou redução de 0,7%, quando comparada ao trimestre de maio a julho de 2016 (menos 604 mil pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 2,6% (menos 2,4 milhões de pessoas).

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, lembrou que esta é a 10ª divulgação da taxa de desemprego realizada em 2016, e em todas elas houve aumento significativo do número de desempregados.

Ele chamou a atenção para o fato de que, historicamente, outubro é um mês em que o mercado de trabalho começa a reagir, com aumento da contratação para vagas temporárias, o que não foi observado neste ano.

Azeredo destacou ainda que, embora o número de desempregados tenha se mantido estável nos últimos três trimestres, a população ocupada tem caído e o número de pessoas fora da força de trabalho aumentou em mais de 600 mil pessoas, mesmo contingente que saiu da ocupação. “Isso significa que as pessoas que perderam emprego e nem procurar trabalho foram”, disse o pesquisador.

Em relação à queda de 2,6% da população ocupada em relação ao mesmo trimestre do ano passado, Cimar Azeredo afirmou se tratar da maior variação negativa da série histórica da PNAD Contínua.

Carteira assinada

Caiu 0,9% o número de empregados com carteira assinada no setor privado frente ao trimestre de maio a julho de 2016 (menos 303 mil pessoas) - o contingente é de 34 milhões de pessoas. Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).

Rendimento médio

O rendimento médio real foi de R$ 2.025, alta de 0,9% frente ao trimestre de maio a julho de 2016 (R$ 2.006) e queda de 1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.052).

Na comparação com o trimestre de maio a julho de 2016, os únicos rendimentos médios que apresentaram variação foram o do grupamento da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura (4,3%) e o grupamento do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%). Os demais grupamentos de atividade permaneceram estáveis. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, o rendimento de todos os grupamentos permaneceu estável.

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