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23/09/2020
10 de março de 2020 às 07h58 | Rural

Determinadas e atuantes, mulheres se destacam no agro em MS

Seja qual for a área do agronegócio, na pesquisa, no campo, na liderança, na política, dentro ou fora da porteira, as mulheres sul-mato-grossenses se destacam e ocupam áreas no setor produtivo, antes, predominantemente ocupadas pelo universo masculino.

Por: Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

De acordo com as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), atualmente cerca de 19% das propriedades rurais do Estado são comandadas por mulheres, um resultado que, apesar de estar longe do ideal, está acima da média nacional e representa uma evolução significativa frente os anos anteriores, considerando, por exemplo, que o Censo do IBGE de 2006 onde a participação feminina era um pouco superior a 10%.

Em alguns municípios, como Amambai, Coronel Sapucaia e Sidrolândia, para cada 10 estabelecimentos rurais, pelo menos três são liderados por mulheres.

Em Nova Alvorada do Sul, município localizado a 115,2 quilômetros de Campo Grande, a participação é de 28,5% e é justamente lá que encontramos um símbolo de superação e determinação: a pecuarista, Dora Bileco.

Dora Bileco começou sua história no campo, muito cedo, ainda criança, na agricultura familiar, nascida no Rio Grande do Sul, ainda na infância migrou para Mato Grosso e casou-se com um pecuarista sul-mato-grossense e é mãe de três filhos. Há nove anos, após ficar viúva, viveu uma intensa história de superação, onde a capacitação, a união e a determinação foram elementos importantes para a restruturação de sua propriedade rural, hoje, considerada um exemplo de pecuária intensiva e de tecnologia.

“Em 2009, eu fiquei sozinha com os filhos pequenos para criar”, explica Dora referindo-se ao falecimento de seu esposo, vítima de um acidente. “Nesse período eu já estava formada em arquitetura e urbanismo e já exercia minha profissão em Nova Alvorada do Sul. A fatalidade do acidente me levou a abrir mão da minha profissão e encarar de frente as dificuldades do dia a dia na fazenda”.

Em meio à insegurança, preocupações e até mesmo o sentimento de solidão, Dora não se acovardou diante das dificuldades. “Foram muitas barreiras a serem superadas e eu me perguntava sempre: como fazer para coordenar um serviço de máquina? O que que é uma grade? Como é que toca um trator? Como que compra peça? ”. Com tantos questionamentos, Dora destaca o caminho tomado para o aprendizado: “Buscava ler, ler e ler. Aprender! Conviver, conversar com pessoas bem-sucedidas e foi assim que, com o tempo, ganhei segurança”. O resultado do esforço é um tripé de conquistas: aprendizado, união da família e a melhoria na estrutura da propriedade rural. “Com isso, conseguimos a melhoria na qualidade de vida, que é o que todo mundo procura”.

 
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