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23/10/2017
03 de agosto de 2017 às 13h09 | Economia

Economia ainda está fraca, mas em recuperação e pode crescer 2% em 2018, diz presidente do BC

Melhora das contas públicas e implementação de reformas podem ajudar na queda de juros

Por: G1

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira (3) em entrevista à Rádio Joven Pan que a economia brasileira ainda está fraca, apesar de em recuperação, com elementos que ainda precisam se fortalecer, como o emprego, um dos pontos que ajudam no processo de redução da taxa de juros.

"O que estamos observando é recuperação do crescimento de forma gradual", afirmou Ilan, acrescentando que, para 2018, a economia pode ter expansão de em torno de 2%.

“À medida que a economia se recuperar, a inflação vai subir um pouquinho e isso permite que a gente continue o processo de queda de juros”, disse.

Taxa de juros

Segundo o presidente do BC, a melhora nas contas públicas e as reformas do governo devem manter as expectativas da queda de juros. “Dependendo das previsões, a gente poderia manter o ritmo que vínhamos adotando. Mas isso depende das condições da economia, da expectativa de quanto vai chegar os juros no final”, disse. Atualmente a taxa de juros básica da economia está em 9,25% ao ano.

Segundo ele, a taxa do rotativo para quem paga o mínimo caiu quase pela metade. "Então o que sugiro é que o ouvinte não deixe de pagar o mínimo. Outras taxas não são tão caras quanto o rotativo, mas também vão caindo ao longo do tempo”, disse.

BNDES

O presidente defendeu ainda a Taxa de Longo Prazo (TLP), que deverá substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos empréstimos do BNDES. A ideia é reduzir o custo com subsídios de crédito e deixar a taxa mais próxima da do Tesouro Nacional. Segundo ele, o objetivo é "democratizar a taxa de juros no Brasil", ajudando a "ter uma taxa de empréstimo mais barata para todo mundo".

Atualmente a TJLP é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) trimestralmente e está em 7%. Se a taxa fica distante da Selic, maior é o gasto do Tesouro Nacional com subsídios para as operações de crédito.

"Quando a Selic cai, alguns meses depois nós temos taxas dos bancos caindo também”, disse.

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