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24/09/2017
14 de dezembro de 2016 às 10h55 | Economia

Em 11 meses, exportação estadual de industrializados alcança US$ 2,44 bilhões

Somente no mês de novembro o montante chegou a US$ 246,4 milhões

Por: Fiems
Divulgação/Fiems

De janeiro a novembro deste ano, a receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou US$ 2,44 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Somente no mês de novembro o montante chegou a US$ 246,4 milhões, um aumento nominal de 5% em relação ao mesmo mês de 2015, quando o valor foi de US$ 235,3 milhões.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, no entanto, na avaliação da receita alcançada neste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, há uma queda de 7%, diminuindo de US$ 2,61 bilhões para R$ 2,44 bilhões. “Quanto ao volume exportado, na comparação mensal, houve aumento de 17%, enquanto no acumulado do ano a queda foi de 5%, indicando redução superior a 441,4 mil toneladas”, detalhou.

Ainda de acordo com o Radar da Fiems, já em relação à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 95% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 64%.

Desempenho

De janeiro a novembro, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Alimentos e Bebidas”, que, somados representaram 98,6% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. No grupo “Celulose e Papel”, a receita somou US$ 913,2 milhões, apontando queda de 5% sobre igual período de 2015, quando as vendas atingiram US$ 961,9 milhões.

A redução observada se deu principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para Itália, Holanda, Coreia do Sul e Estados Unidos que somados apresentaram redução equivalente a US$ 97,0 milhões. No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a novembro de 2016 alcançou o equivalente a US$ 712,2 milhões, sinalizando queda de 11% sobre igual período de 2015, quando o total ficou em US$ 798,7 milhões.

A redução observada se deu principalmente por conta da diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com destaque para Venezuela, Egito, China, Japão e Arábia Saudita que somados apresentaram redução de US$ 111,9 milhões. No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita alcançou o equivalente a US$ 385,9 milhões, aumento de 26% sobre igual período do ano passado, resultado dos aumentos no volume comercializado e preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano.

Outros grupos

No grupo “Extrativo Mineral”, a receita de exportação acumulada de janeiro a novembro alcançou o equivalente a US$ 129,2 milhões, indicando recuo de 25% sobre o mesmo período de 2015, quando as vendas foram de US$ 171,9 milhões. Resultado fortemente influenciado pela queda de 23% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 14% no volume comercializado do produto.

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, a receita somou o equivalente a US$ 121,1 milhões, indicando queda de 31% sobre o mesmo intervalo de 2015, quando as vendas foram de US$ 176,7 milhões. Resultado influenciado, basicamente, pela queda do preço médio de venda das Farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja e dos Bagaços e outros resíduos da extração do óleo de soja.

Já no grupo “Couros e Peles”, a receita alcançou US$ 99,8 milhões, indicando redução de 9% sobre igual período de 2015, um resultado influenciado principalmente pela queda de 24% do preço médio da tonelada do couro exportado por Mato Grosso do Sul. O grupo “Alimentos e Bebidas” fechou o período com receita equivalente a US$ 23,5 milhões, indicando aumento de 5% na comparação com o mesmo período de 2015, quando as vendas foram de US$ 22,3 milhões. O crescimento foi influenciado, basicamente, pela elevação das compras feitas pelos Estados Unidos, Bolívia, Reino Unido e Hong Kong.

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