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18/01/2020
14 de setembro de 2013 às 12h37 | Cultura

Em Dourados e Campo Grande, teatro é atração deste fim de semana

Em Dourados, haverá apresentações no teatro ao ar livre; Na Capital será no Teatro Aracy Balabanian

Por: Ana Paula Duarte/ Com informações Dourados Agora

O Festival Internacional de Teatro (FIT) promovido pela UFGD tem várias atrações neste final de semana em Dourados. Haverá apresentações no Teatro Municipal e ao ar livre - praça Antônio João e Parque dos Ipês.

Neste sábado, às 15h, a Cia Mosaico Cultural, de Porto Alegre (RS), encenará na praça Antônio João o espetáculo Corsários Inversos, uma peça em que o público deixa de ser expectador para ser protagonista. A apresentação, gratuita e ao ar livre, mistura teatro de rua, bonecos e música.

Na peça, os atores representam um trio de desbravadores que, depois de ter lutado com dragões e inimigos, busca um tesouro que está escondido atrás dos versos e das palavras. Com suas épicas histórias, os atores conduzem o público ao além da imaginação, dando novo significado ao cotidiano que passa despercebido do olhar.

No período da noite, ainda no sábado, a Cia Luna Lunera, de Belo Horizonte (MG) apresentará o espetáculo 'Aqueles Dois', às 20 horas, no Teatro Municipal. Os ingressos custam R$ 12,00 e R$ 6,00 (meia entrada).

'Aqueles Dois' mostra a rotina de uma "repartição" - metáfora para qualquer ambiente inóspito e burocrático de trabalho, onde revela-se o desenvolvimento de laços de cumplicidade entre dois novos funcionários, gerando incômodo nos demais.

No domingo, haverá a apresentação "Viaje", da CIA TeatroCirco, do Chile. Será às 18 horas no Parque dos Ipês, ao ar livre, com entrada gratuita.

Ainda no domingo, "Faca nas Galinhas", espetáculo da Companhia Barracão Cultural, de São Paulo, será apresentado às 20 horas, no Teatro Municipal. A peça propõe reflexões sobre a busca de uma nova rotina de vida. Os personagens da vivem num vilarejo distante da cidade, lugar em que a as lendas fazem parte de uma população sem grandes perspectivas de futuro. A trilha e os efeitos sonoros merecem atenção especial do espectador. Os sons da natureza e o barulho ensurdecedor do moinho contribuem para dar veracidade à história.

Em Campo Grande, A I Mostra de Teatro Ofit Cena Contemporânea começou nesta quarta-feira (11) e segue até domingo (15) com quatro apresentações de espetáculos premiados e de reconhecimento nacional. Os espetáculos são exibidos no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, 453, entre a 14 de Julho e a Calógeras. Ingressos serão vendidos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

No sábado (14), será apresentado "Estamira – Beira do Mundo" do Rio de Janeiro, que tem ingressos limitados para 100 lugares. Espetáculo acontece às 21 horas, com duração de aproximadamente 60 minutos e  classificação de 14 anos. A peça não só é um documentário sobre Estamira, mas também um depoimento pessoal e artístico de Dani Barros, que reconheceu na história da personagem da vida real retratada no filme de Marcos Prado parte da sua experiência pessoal. O pano de fundo da história é o lixão, porta pela qual adentramos o universo de Estamira. Lá são encontradas cartas, memórias, histórias que não conseguimos jogar fora. Dani Barros é conhecida do grande público por suas participações em novelas da rede Globo e do seriado "Minha nada mole vida".

No domingo (15), será exibido espetáculo de Dourados, Gota D’Água às 20 horas com classificação de 14 anos. Gota d’Água é uma adaptação de Medeia, de Eurípedes e se passa em um conjunto habitacional carioca. A Medeia brasileira virou Joana, mulher madura, batalhadora e completamente apaixonada pelo pai de seus dois filhos, o jovem compositor Jasão. Ambicioso e disposto a ouvir seus sambas nas rádios, ele se envolve com Alma, filha de Creonte, empresário e dono das casas da comunidade. Abandonada e cheia de amargura, Joana, no ápice trágico de loucura, trama uma vingança ao ex-amado.

Gota d’água é uma peça capaz de perpetuar o eco de vozes antigas, presentes e entregues ao devir. Esta adaptação dramatúrgica coloca no mesmo caldeirão as doses incertas de açúcar e veneno como um ultimato para dosarmos os ingredientes que jorram de nossa natureza estranha. Na encruzilhada dos corpos vão sincretizando caminhos de resignação e norte, atalhos e oferendas. Basta um dia. Não mais que um dia para que sete flechas mirem o fundo dos olhos onde o mar represa toda a existência numa única gota. 

 

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