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21/09/2017
06 de janeiro de 2017 às 11h34 | Saúde

Em MS, 49,5 mil meninos devem ser vacinados contra HPV, diz ministério

Desse total, 46,9 mil garotos estão na faixa etária de 12 a 13 anos

Por: G1
Reprodução/TV Fronteira

O Ministério da Saúde calcula que em Mato Grosso do Sul, 49,5 mil meninos podem ser vacinados contra o HPV. Em todo o estado, 46,9 mil garotos na faixa etária de 12 a 13 anos, além de 2,6 mil jovens que vivem com HIV/AIDS estão aptos a receber a vacina.

Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

A expectativa é imunizar em todo país mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses.

Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses, com o investimento de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta, já que no ano passado, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos.

HPV para meninos

Conforme o ministério, o esquema vacinal para os meninos contra HPV é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). Portanto, o Brasil assegura a sétima posição e a vanguarda na América Latina. A vacina é totalmente segura e aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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