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19/07/2018
15 de dezembro de 2017 às 13h15 | Economia

Exportação de industrializados de MS tem nova alta e chega a US$ 2,77 bilhões em 11 meses

Na participação relativa de novembro a indústria respondeu por 86% de toda a receita de exportação de MS

Por: Fiems
Divulgação/Fiems

Após nove meses consecutivos de crescimento, a receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul acumulada de janeiro a novembro deste ano atinge o patamar de US$ 2,77 bilhões, o que representa um crescimento de 14% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu o patamar de US$ 2,44 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Apenas na comparação de novembro de 2016 com novembro de 2017, a receita com a exportação de produtos industriais aumentou em 15%, saindo de US$ 246,4 milhões para US$ 283,8 milhões.

Já em relação à participação relativa, no mês de novembro, a indústria respondeu por 86% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 62%. Na avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, de janeiro a novembro, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Siderurgia e Metalurgia Básica”, que, somados representaram 98,1% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

No caso do grupo “Celulose e Papel”, o montante no ano soma US$ 959 milhões, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 913,2 milhões. “O resultado alcançado no período se deu principalmente pelo aumento das compras realizadas pela Holanda, Peru, Estados Unidos, China, França e Reino Unido, que, somados, aumentaram suas aquisições em US$ 43,0 milhões”, detalhou Ezequiel Resende.

Já no “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a novembro de 2017 alcançou o equivalente a US$ 856,1 milhões, um crescimento de 20% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 712,2 milhões. O crescimento observado se deu pelo aumento de 9% no preço médio da tonelada, que passou de US$ 2.552 em 2016 para US$ 2.778 em 2017, e pelo aumento de 10% no volume de carnes comercializadas para Hong Kong, Irã, Estados Unidos, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Outros grupos

O grupo “Açúcar e Etanol” teve receita de exportação de janeiro a novembro de 2017 equivalente a US$ 477,1 milhões, indicando alta de 24% sobre igual período do ano passado, quando a receita foi de US$ 385,9 milhões. “Esse resultado influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas por Malásia, Egito, Estônia, Geórgia, Iraque, Quênia, Bangladesh e Argélia, que somados, apresentaram incremento de US$ 179,0 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano”, explicou o economista.

No grupo “Extrativo Mineral”, a receita de exportação acumulada de janeiro a novembro de 2017 alcançou o US$ 197,1 milhões, subindo 53% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 129,2 milhões. O resultado se deu pela alta de 74% no preço médio da tonelada do minério de manganês, que em 2017 está em US$ 140,12 contra US$ 80,48 em 2016 e pela alta de 26% no preço médio da tonelada do minério de ferro que em 2017 está em US$ 32,58 contra US$ 25,84 em 2016.

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, o fechou com receita equivalente a US$ 107,2 milhões, indicando queda de 11% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 121,1 milhões, tendo a Tailândia e Indonésia como principais responsáveis pela redução observada, com uma retração nas compras equivalente US$ 26,3 milhões. “Quanto aos compradores, os principais até o momento são Tailândia, com US$ 42,8 milhões ou 39,9%, Indonésia, com US$ 26,8 milhões ou 25,0%, Holanda, com US$ 12,2 milhões ou 11,4%, Coréia do Sul, com US$ 8,1 milhões ou 7,6%, e França com 6,3 milhões ou 5,9%”, enumerou Ezequiel Resende.

O grupo “Couros e Peles” apresentou receita de US$ 90,7 milhões, indicando redução de 9% sobre igual período de 2016, quando as vendas foram de US$ 99,8 milhões. Esse resultado foi influenciado principalmente pela diminuição das compras efetuadas pela China, Holanda, Hong Kong e Vietnã, que somados apresentaram redução de US$ 21,6 milhões. Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia Básica” fechou no período com receita equivalente a US$ 32,4 milhões, um aumento de 122% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 14,6 milhões, sob influência pela elevação das compras feitas pela Argentina e Estados Unidos, que proporcionaram receita adicional de US$ 17,8 milhões.

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