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21/09/2017
27 de setembro de 2016 às 09h18 | Geral

Greve dos bancários dura 22 dias e fecha 92% das agências em Campo Grande

Paralisação atinge 148 das 160 agências da capital e região, diz sindicato

Por: Da Redação
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A greve dos bancários completa 22 dias nesta terça-feira (27) com 92% das agências fechadas em Campo Grande e região, segundo informou o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região. Das 160 agências, 148 estão sem atendimento ao público. O comando da greve dos bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) voltam à mesa de negociação nesta tarde, a partir das 14h, em São Paulo.

A paralisação começou no dia 6. A última proposta apresentada pelos bancos no dia 9 de setembro foi de reajuste de 7% para os salários e benefícios, mais abono de R$ 3.300 a ser pago até 10 dias após a assinatura do acordo. A proposta foi recusada pelos sindicatos.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Edvaldo Barros, ressalta que os banqueiros não demonstram interesse em negociar outras questões como, por exemplo, contratação de mais funcionários, mais segurança e melhores condições de trabalho.

Segundo Barros,  a força da mobilização da categoria foi uma das responsáveis pelo retorno das negociações. “Agora, esperamos que a Fenaban apresente uma nova proposta, que efetivamente atenda às reivindicações da categoria. Além do reajuste salarial, esperamos também discutir outras demandas dos bancários, como mais contratações e mais segurança nas agências”.

Interior

Em Dourados, 214 km de Campo Grande, todas as 54 agências estão fechadas desde o primeiro dia da paralisação, segundo Ronaldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região.

Segundo ele, os serviços essenciais previstos em lei estão mantidos, como compensação e saque em caixa eletrônico, mas ainda assim a greve começou a ter reflexos no comércio local. "O que estou percebendo convesando com comerciantes é que a greve está começando a afetar o comércio e está com movimento fraco, então, há um reflexo na questão do dia a dia", ressaltou.

Ele orienta que os usuários busquem formas alternativas de atendimento, como caixas eletrônicos e seviços pela internet.

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