MSRepórter - Notícias de Campo Grande-MS
15/08/2018
19 de novembro de 2017 às 12h34 | Saúde

HRMS 20 anos: Banco recebe doações de sangue e plaquetas para salvar vidas em Mato Grosso do Sul

Hemocentro do HRMS é um braço do Hemosul e sangue passa por processo de segurança e verificação antes de ser utilizado

Por: GOV MS

A doação de sangue é um dos atos de reconhecida relevância social responsável por salvar um número incontável de vidas. Em Mato Grosso do Sul, o Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS) faz a coleta de doações de sangue e também de aférese. Todo material colhido é encaminhado ao Hemosul, para passar por criteriosa análise de segurança, antes da utilização nos pacientes receptores.

De acordo com a responsável técnica do banco de sangue, enfermeira Érika Cristine Marrer Rosa, todas as bolsas coletadas são encaminhadas para o Hemosul, onde é feita a sorologia e a separação do concentrado de hemácias, da plaqueta e do plasma. “O hemocentro distribui para os hospitais, inclusive, para o HRMS. Nós fazemos uma lista do que estamos precisando e enviamos pedido. Por mês fazemos de 200 a 250 doações de sangue. É pouco ainda. Teria que ser 25 por dia, ou seja, 750 por mês. Antes da separação é feita ainda a sorologia para verificar se o doador tem HIV, sífilis, hepatite, chagas, HTLV e malária. Então, o sangue sai daqui, passa por todo um processo de verificação de segurança para somente depois ser utilizado”, explica.

O plasma tem cor amarela e transparente, é composto por água, sais minerais e proteínas. Pode ser utilizado para pacientes que necessitam de reposição de proteínas da coagulação. Também é matéria-prima para produção industrial de medicamentos derivados do sangue, como a albumina humana, proteínas da coagulação e imunoglobulinas.

Glóbulos sanguíneos possuem três grupos principais que são: os brancos, os vermelhos e as plaquetas. Os glóbulos vermelhos transportam o oxigênio dos pulmões para os tecidos, permitindo a respiração das células. Os brancos são importantes para a defesa do organismo. E as plaquetas são pequenos glóbulos incolores, importantes no estancamento de hemorragias.

Para doar sangue é preciso se enquadrar nos critérios. Ter 55 quilos ou mais, idade de 16 a 60 anos, ou 69 se já for doador; conferir que medicações toma; se não tomou vacina nos últimos dias; se tem tatuagem, peircing, se não fez no último ano; parceiro sexual no máximo dois e se tiver  um novo nos últimos seis meses não pode; entre outros critérios básicos da doação. “Explicamos sobre janela imunológica, investigamos sobre as viagens porque tem várias cidades e países que tem algumas doenças, como Canadá que tem a vaca louca, bem como alguns estados do norte do Brasil que tem a malária”, pontua a enfermeira.

Os componentes sanguíneos enviados ao HRMS atendem a todo hospital, seja os pacientes da oncologia, cirurgia, hemodiálise, pacientes do ambulatório que transfundem, entre outros.

Aférese

O HRMS possui uma máquina para realizar coleta e aférese, que é uma doação só de plaquetas. “Colocamos o doador na máquina por uma hora, com um kit específico para retirar só as plaquetas. Um receptor de 60kg a 70kg utiliza seis bolsinhas de plaqueta randômica, que é a que tiramos na doação de sangue. Na aférese a gente consegue retirar essas seis bolsas de um único doador. O índice de reação é bem menor porque sai de um único doador. Também mandamos a aférese para o Hemosul. Ela tem que ficar no plaquetário sob agitação”.

Érika explica que a aférese é bem melhor que a plaqueta por conta da redução da reação transfusional. “Como pegamos uma bolsinha só de vários doadores, uma doação de sangue normal que sai o concentrado de hemácias, o plasma e a plaqueta, para uma pessoa de 70 quilos, vai precisar de sete bolsas, então, vai pegar uma de cada doador diferente. Como cada doador tem um anticorpo diferente, faz reagir com a pessoa que está recebendo. Na aférese a gente tira essas sete bolsas de um só. Pode ter reação, mas com índice bem menor”.

Jussara Rosa de oliveira, 54 anos, é doadora de sangue e estava doando aférese. Segundo ela, sempre gostou de ajudar as pessoas. “Tenho sangue O- e como é difícil de ser encontrado, decidi doar. Comecei e nunca mais parei. Gosto de ajudar as pessoas. Eu tenho saúde e acho que outras pessoas também gostariam de ter. Assim me tornei doadora. O recado que eu deixo é que as pessoas venham doar sangue para ajudar a salvar vidas. De tanto tempo que eu doo, o pessoal aqui já é como se fosse da minha família. Sempre fui muito bem atendida no HRMS”.

A doadora Joelma Lima da Silva, de 35 anos, (foto capa) decidiu doar sangue para ajudar as pessoas. “Meu tipo sanguíneo é O+. Comecei a doar faz bastante tempo e eu acho que todo mundo que tem as condições exigidas também deveriam doar. Poder contribuir com a vida do outro é algo muito prazeroso. Além do que, o atendimento aqui é muito bom”.

A bioquímica Daniela Maria Yule Nogueira, de 42 anos, trabalha há 17 anos no Hospital Regional. “Faço a prova cruzada, para ver se a bolsa de sangue é compatível com o receptor. As bolsas vêm do Hemosul liberadas, chega o pedido para o paciente e a gente cruza para saber se aquela pessoa pode receber a bolsa. Nosso trabalho faz muita diferença aqui. Nesses 20 anos de HRMS, tivemos muitas melhorias, mas precisamos avançar ainda mais. Principalmente no número de doadores de sangue”.

Comente esta Noticia
Notícias Relacionadas