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18/11/2019
26 de agosto de 2019 às 11h38 | Economia

Macron diz que G7 dará US$ 20 milhões para combater queimadas, mas Bolsonaro questiona interesse da França

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disseram que a ajuda é bem-vinda. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, classificou as declarações de Macron como oportunistas.

Por: G1

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (26) que os líderes do G7 vão providenciar, imediatamente, US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões; inicialmente, em entrevista coletiva, o presidente francês havia dito que eram 20 milhões de euros) de ajuda emergencial para combater queimadas na Amazônia.

O anúncio acontece em meio à tensão entre Macron e o governo brasileiro. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro havia questionado o interesse da França em ajudar a preservar a floresta.

A maior parte do dinheiro dos países ricos seria destinada ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios, segundo a agência France Press.

O G7 também propôs uma assistência de médio prazo para o reflorestamento, a ser apresentada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no final de setembro.

Para recebê-la, o Brasil teria de concordar em trabalhar com organizações não governamentais (ONGs) e populações locais, disse governo francês.Bolsonaro não disse se aceitaria ou não o apoio.

Ao sair do Palácio da Alvorada na manhã desta segunda, comentou: "Será que alguém ajuda alguém – a não ser uma pessoa pobre, né? – sem retorno? [...] O que que eles querem lá há tanto tempo?”.

Pouco depois, pelas redes sociais, o presidente disse ter conversado sobre a Amazônia com o presidente da Colômbia, Iván Duque, e que não se pode aceitar que Macron "dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia".

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