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24/09/2017
13 de abril de 2016 às 13h47 | Saúde

Mais de 80% dos imóveis de MS receberam ações de combates ao Aedes

Em 1,4% das casas e comércios vistoriados foram encontrados focos do mosquito

Por: Da Redação

 Na segunda fase da mobilização nacional para o combate ao mosquito Aedes aegypti, que durou o mês de março, os agentes de saúde e de endemias, com a ajuda de militares, visitaram mais de 745 mil domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais no estado de Mato Gross do Sul.

Os números fazem parte do balanço do segundo ciclo divulgado pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika (SNCC), coordenada pelo Ministério da Saúde.

Do total de imóveis visitados no estado, 647 mil foram efetivamente vistoriados e 98 mil estavam fechados ou houve recusa para o acesso. Em 9.145 unidades foram encontrados focos do mosquito. Em todo o país, o número de visitas somou 35 milhões de domicílios, sendo que em 29,2 milhões deles os agentes foram atendidos e fizeram as vistorias. Em 3% foram encontrados focos do Aedes aegypti.

No segundo ciclo, as videoconferências com os estados, que antes eram individuais, passaram a ser coletivas por regiões, permitindo que até seis estados se conectassem simultaneamente e trocassem experiências sobre os problemas enfrentados localmente. “A interação entre as salas estaduais neste período do ano de maior potencial de transmissibilidade da doença foi de grande relevância para manter a integração intersetorial e a motivação das equipes”, explicou Marta Damasco, coordenadora da Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika.

Durante o mês de março, 69 dos 79 municípios do estado notificaram as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Os dados são gerenciados pela Sala Nacional com base nas informações transmitidas pelas salas estaduais, a partir da mobilização para realização de visitas pelos municípios.

Outro avanço apontado pela coordenadora nacional da Sala de Coordenação e Controle é a instalação de locais de monitoramento em municípios. “Além das capitais, atualmente 545 municípios, sendo 127 em áreas prioritárias, também já instalaram salas municipais, o que contribui para a manutenção das ações de combate ao vetor no território e a mobilização da sociedade”, completou a coordenadora. No caso de Mato Grosso do Sul, oito municípios já possuem as salas.

O primeiro ciclo da mobilização nacional, entre janeiro e fevereiro, alcançou 88% dos domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais do Brasil, com a soma de 59 milhões visitados, sendo 47,8 milhões trabalhados e 11,2 milhões que estavam fechados ou houve recusa para o acesso. Segundo o IBGE, o Brasil conta com 67 milhões de domicílios.

Estatais

A partir do segundo ciclo, a mobilização no combate ao mosquito também passou a contar com o engajamento de estatais, como Branco do Brasil, Caixa Econômica, Correios e Eletrobrás, além de empresas da sociedade civil, como a Unicef que, além de realizarem ações com seus funcionários, potencializaram a identificação de possíveis focos do vetor.

A inserção da Funasa na composição das Salas Estaduais de Coordenação e Controle também contribuiu para o desenvolvimento de atividades nesse período. Em nível nacional foi possível articular ações de saneamento básico e resíduos sólidos de médio e longo prazo.

Os ciclos de mobilização e controle seguem até o mês de junho. A coordenadora da Sala ressalta a importância da continuidade das ações, mesmo no período de estiagem. “É importante manter a população mobilizada para evitar que os esforços feitos até então não se percam, por isso continuaremos articulando ações conjuntas e articulando novas reuniões com Funasa e diversos setores da sociedade”, finalizou.

Mobilização

A melhor forma de combater o Aedes aegypti é não deixar o mosquito nascer. Por isso, o governo federal convocou um esforço nacional para que todas as casas do país sejam visitadas para eliminação dos criadouros. As visitas domiciliares são essenciais para o combate ao vetor. No contato constante com a população, os agentes de saúde desenvolvem ações com os moradores, relativas aos cuidados permanentes para evitar depósitos de água nas residências.

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