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22/10/2017
17 de maio de 2016 às 11h30 | Interior

Medo do H1N1 faz população de Naviraí usar máscara e hospital proibir visitas

Três pessoas morreram e outras 10 foram confirmadas com a doença

Por: G1
G1

Com 40 casos em investigação e três mortes confirmadas, a gripe H1N1 tem causado medo em Naviraí, a 350 km de Campo Grande. A rotina dos moradores da cidade de 51.535, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mudou nos últimos dias para evitar o contágio da doença. A população aposta em máscaras cirúrgicas, enquanto o hospital municipal proibiu visitas por 20 dias e o juiz do município suspendeu audiências.

A medida emergencial no hospital inclui ainda a suspensão de entrada de objetos pessoais de pacientes, como travesseiros e cobertas. A troca de acompanhantes também deixou de ser feita. Até a publicação desta reportagem havia quatro adultos e duas crianças com o vírus internados no local em uma área de isolamento.

Segundo a direção do hospital, os pacientes que dão entrada com problemas respiratórios são analisados e encaminhados para a área de isolamento.

Fora do hospital, a prevenção é a principal arma de combate. Moradores circulam com máscaras cirúrgicas que tampam nariz e boca. Vendedores de lojas e atendentes também preferiram evitar o contágio direto com os clientes em locais fechados e com aglomeração de pessoas.

A procura pelas máscaras cresceu tanto nos últimos dias que o produto ja está em falta em algumas farmácias. Um dos estabelecimentos vendeu 300 kits em um dia, com cinco máscaras cada um.

Outra medida de combate ao vírus é a informação. A Secretaria Municipal de Saúde reuniu os diretores das escolas para orientar sobre os cuidados contra o vírus. Por enquanto, a possibilidade de suspender as aulas está descartada.

Casos

Até o momento, 10 casos de H1N1 foram confirmados em Naviraí. Três pessoas morreram e outros 40 pacientes aguardam resultado do exame que é feito em um laboratório da capital. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 2 das 3 mortes confirmadas são de mulheres que não faziam parte do grupo de risco, por isso, não tinham tomado a vacina. A outra morte foi de uma senhora de 56 anos, que tinha sido vacinada contra a gripe há menos de 10 dias.

A morte de um idoso de 87 anos também é investigada. Ele estava internado no hospital municipal, recebeu alta médica, mas voltou a ser internado e morreu, segundo a gerente de saúde Anelize Andrade Coelho.

A secretaria de saúde informou que recebeu cerca de 10 mil vacinas para imunizar o público alvo e que 60% das pessoas já foram vacinadas. Quatro postos de saúde continuam aplicando as doses enquanto a secretaria aguarda posicionamento do governo de Mato Grosso do Sul para saber se será enviado novo lote de vacinas.

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