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22/10/2017
13 de fevereiro de 2017 às 17h50 | Geral

Mototaxímetro é regulamentado e se torna obrigatório em Campo Grande

Aparelho vai controlar e calcular valor da corrida de mototáxi

Por: G1
G1

O uso do mototaxímetro passa a ser obrigatório em Campo Grande. Nesta segunda-feira (13), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) assinou decreto que obriga o uso do aparelho em todos os mototáxis da cidade. Depois da publicação no Diário Oficial do município (Diogrande), os mototaxistas terão prazo de 180 dias para instalarem os equipamentos.

O aparelho vai calcular o custo do serviço com base em quilômetros percorridos e permitirá ao usuário a segurança no valor cobrado.

A tarifa deve variar de R$ 1 a R$ 1,10 por quilômetro na bandeira 1 e de R$ 1,20 a R$ 1,30 para bandeira 2. Em Campo Grande, 490 motos são regulamentadas para prestar o serviço de transporte de passageiros.

A fiscalização ficará por conta da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e quem descumprir a lei poderá perder o alvará.

Regulamentação

Segundo o presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Dorvair Boaventura, a categoria está há dois anos aguardando pela regulamentação. “Somos 750 trabalhadores, que se revezam em 490 motos, aguardando por essa regulamentação. Queremos dar autoestima aos trabalhadores e confiança aos usuários que usam nossos serviços”, disse.

O diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, lembrou que a lei já exigia o uso do mototaxímetro, mas por não haver o aparelho no mercado, houve a demora da regulamentação. “O que não existia era o equipamento. Algumas empresas se uniram e desenvolveram o aparelho. Com isso, podemos exigir o uso e trazer confiabilidade ao passageiro. A partir de agora, vai estar registrado.”

Diretor da empresa fabricante, Jefferson Figueiredo explicou que foram quatro anos de desenvolvimento até se chegar ao aparelho homologado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “Demorou para estar pronto e para ser industrializado porque este aparelho passou por inúmeros testes até que tivesse a liberação do Inmetro”, pontuou.

Nilton Pinto Rodrigues, diretor-presidente da Agência Estadual de Metrologia de Mato Grosso do Sul (AEM-MS), enfatizou o pioneirismo no uso do equipamento. “Campo Grande será a primeira capital do país a usar esse equipamento. Um aparelho que vai poder cobrar do consumidor o que deve ser cobrado”, salientou.

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