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09/04/2020
02 de julho de 2015 às 07h21 | Polícia

Polícia Federal confisca imóveis e R$ 70 mil em dinheiro na Operação Vícios

Operação investiga fraudes em contratos envolvendo a Casa da Moeda

Por: Agência Brasil
Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) confiscou oito imóveis em Brasília e apreendeu R$ 70 mil em diversas moedas na casa de um servidor no Rio de Janeiro na Operação Vícios, deflagrada nesta quarta-feira (1º) para investigar suspeita de fraude na renovação do contrato de gerenciamento do Sistema de Controle de Bebidas (Sicobe).

Também foram apreendidos computadores e mídias eletrônicas que serão analisados. Segundo a PF, na primeira etapa, os crimes apurados são de associação criminosa, fraude em licitação e corrupção.

Cerca de 70 policiais e 12 agentes da Corregedoria do Ministério da Fazenda cumprem hoje 23 mandados de busca e apreensão – cinco em Brasília, 17 no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Os oito imóveis confiscados são de um casal suspeito de integrar um esquema em que servidores da Receita Federal e da Casa da Moeda formaram um conluio para favorecer a empresa Sicpa Brasil Indústria de Tintas e Sistemas Ltda nas especificidades exigidas no contrato de renovação do gerenciamento do Sicobe, no ano passado. Os imóveis estão avaliados em cerca de R$ 10 milhões, informou a PF.

O delegado Tássio Muzzi, da Delegacia de Combate a Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos, disse nesta manhã à imprensa que há indícios de que o esquema também envolvia lavagem internacional de dinheiro, em países como Estados Unidos e Suíça. De acordo com o delegado, na segunda fase das investigações, serão apuradas essas suspeitas. A Justiça já autorizou a cooperação internacional para a investigação.

A operação partiu de uma denúncia da Casa da Moeda, segundo a qual R$ 100 milhões teriam sido pagos em propina a servidores desta instituição e da Receita Federal. Segundo Muzzi, os indícios encontrados até agora não sustentam pedidos de prisão.

O delegado afirma que as suspeitas são sobre a contratação e não sobre a execução do serviço, pela qual foram pagos R$ 6 bilhões em seis anos. 

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