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18/11/2017
17 de agosto de 2016 às 15h34 | Rural

Produção de cana e de etanol deve cair e a de açúcar crescer em MS

Estimativa da Conab é que MS deve colher 48,273 milhões de toneladas

Por: G1
G1

Mato Grosso do Sul deve reduzir no ciclo 2016/2017 discretamente sua produção de cana-de-açúcar e ter uma queda significativa no processamento de um dos principais produtos que utilizam a cultura como matéria-prima, o etanol. Em contrapartida, deve registrar um aumento expressivo na fabricação de açúcar. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (17), no segundo levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a Conab, nesta temporada o estado está ampliando em 3,1% sua área cultivada com cana, de 596,8 mil hectares da safra passada para 615 mil hectares, mas, acabará sofrendo uma redução um pouco maior, de 3,8% na média de produtividade, que deve cair de 81,5 toneladas por hectare para 78,4 toneladas por hectare.

A Companhia Nacional de Abastecimento atribui essa queda de produtividade em Mato Grosso do Sul e também nos outros estados do Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás), a reversão do quadro climático na região desde o mês de abril, o que provocou uma escassez ainda maior ao já baixo volume de chuvas do período, prejudicando o desenvolvimento dos canaviais.

Com esse quadro, a empresa pública projeta uma redução de 0,8% na produção de cana-de-açúcar neste ciclo no estado frente ao anterior, com o volume colhido caindo de 48,685  milhões de toneladas para 48,273 milhões de toneladas.

A Conab também aponta para uma grande retração, de 19,9% no volume de etanol processado no estado nesta temporada em relação a anterior, com o volume caindo de 2,820 bilhões de litros para 2,260 bilhões de litros.

A companhia, no levantamento, não trata diretamente da redução em Mato Grosso do Sul, mas aponta que no país o processamento do biocombustível sofrerá uma queda de 8,5%. Entre os fatores apontados estão aumento da quantidade de matéria-prima destinado ao processamento de açúcar, já que houve uma estagnação na demanda pelo etanol hidratado, que é o combustível vendido diretamente nos postos para os veículos flex e os 100% dedicados.

No estado, o mix de produção que na safra passada destinou 77,60% de toda a cana colhida para a fabricação de etanol e 22,39% para a de açúcar sofreu uma grande alteração nesta temporada, com 70,06% sendo voltado para o processamento do biocombustível e 29,93% para o do alimento.

Com maior quantidade de matéria-prima, a fabricação de açúcar no estado deve crescer neste ciclo 18,8% ante o anterior, subindo de 1,325 milhão de toneladas para 1,574 milhão de toneladas.

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