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19/09/2017
11 de julho de 2016 às 11h21 | Meio ambiente

Quantidade de peixes capturados em rios do Pantanal de MS cresce 18,6%

As espécies mais capturadas foram o cachara, o pintado e o pacu

Por: G1
Divulgação/PMA

Em um ano cresceu em 18,6% a quantidade de peixes capturados nos rios do Pantanal Mato Grosso do Sul pelos pescadores amadores e profissionais. Segundo o Sistema de Controle da Pesca do estado (SCPesca/MS), em 2014 foram retirados dos rios da região 306 toneladas de pescado e em 2015 esse número subiu para 363 toneladas.

As informações do SCPesca/MS são coletadas por meio das Guias de Controle de Pescado (GCPs), que são preenchidas pela Polícia Militar Ambiental (PMA) durante as vistorias de pescado. Esses dados são analisados por pesquisadores da Embrapa Pantanal e Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul).

Do volume pescado em 2015, 49,5% do total, o equivalente a 180 toneladas, foi capturado por pescadores profissionais e outros 50,5%, 183 toneladas por pescadores amadores registrados. As espécies mais capturadas foram o cachara, o pintado e o pacu, nesta ordem, conforme a pesquisa.

Conforme o pesquisador da Embrapa Pantanal, Agostinho Catella, a quantidade de peixes no ambiente, assim como o rendimento da pesca, estão diretamente relacionados à intensidade das inundações do Pantanal.

"Quanto maior é a área inundada, maior se torna o ambiente para alimentação, abrigo e crescimento dos peixes. Em 2013 houve uma cheia mediana de 4,26 metros, mas em 2014 nós tivemos uma grande cheia, com pico de 5,42 metros no rio Paraguai (marcado na régua de Ladário, MS). Em 2015, esse pico foi de 4,60 metros – ou seja, uma cheia razoável. O Pantanal encheu nos três últimos anos e esse é um bom cenário para os peixes. Os aumentos que estamos vendo na pesca são uma resposta a essas grandes inundações – principalmente à de 2014, que se refletiu em 2015", diz.

Agostinho ressalta que, embora alguns parâmetros analisados no SCPesca/MS 2015 tenham apresentado crescimento em relação a 2014, esses números estão dentro da normalidade para a região pantaneira.

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