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18/09/2019
31 de março de 2019 às 10h37 | Economia

Reajuste provoca aumento de 4,33% nos remédios vendidos com receita

Aumento anual foi acima da inflação e “inchaço” nos preços começa a ser sentido a partir de segunda-feira

Por: Da Redação
Reprodução/Agência Brasil

A partir de segunda-feira (1), o preço dos medicamentos deve ficar 4,33% mais caro em todo o país. A estimativa é da reportagem do UOL, após o reajuste anual estabelecido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que foi acima da inflação de 3,75% em 2018.

Conforme ressalta o UOL, a alta ocorre apenas em medicamentos vendidos com exigência de receita. Os demais, analgésicos, por exemplo, são de venda livre e não têm preço regulado pelo governo federal. O motivo, diz o site, é a grande concorrência de mercado.

Apesar do reajuste, o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) analisa que o aumento será gradual e não deve ser sentido já na segunda-feira. Além disso, o motivo, explicou o presidente-executivo do sindicato, Nelson Mussolini, é o estoque.

"Farmácias trabalham com estoque. É possível que o consumidor ainda encontre o preço anterior meses depois em alguns locais", afirmou Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma. "Além disso, a própria indústria não tem repassado esses reajustes”, destacou.

O sindicato avalia que o reajuste nem sempre se dá no percentual máximo, e os medicamentos têm subido abaixo da inflação. Mussolini cita Mussolini que, em 2018, o reajuste foi dado em três categorias (definidas pela concorrência entre os medicamentos) com média de 2,43% e máxima de 2,84%.

"Mas o IPCA da indústria farmacêutica foi de 1,83%. Ou seja, subiu cerca de 70% do que poderia. Por quê? Há muita concorrência. O governo nos dá autorização de aumento máximo, mas é o mercado quem regula", disse ao portal.

Cálculo – Conforme explica o UOL, as regras do reajuste foram criadas em 2003. foram criadas em 2003. Desde então, uma vez ao ano, no final de março, o governo anuncia o limite máximo autorizado para o reajuste.

O cálculo utilizado pela CMED utiliza somatória do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) com os preços de outros setores influentes (como variações do dólar e da energia elétrica) menos a produtividade da indústria farmacêutica.

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