MSRepórter - Notícias de Campo Grande-MS
19/09/2017
29 de julho de 2016 às 09h45 | Economia

Redução no caminho de exportação ou importação aumenta competitividade econômica

A China é hoje o maior comprador de produtos sul-mato-grossenses do mundo

Por: NotíciasMS

 

A redução no caminho de exportação/importação que será instituído com a criação da Rota Bioceânica tem como um dos objetivos promover a integração comercial da América Latina e aumentar a competitividade econômica dos quatro países envolvidos, que são Brasil, Paraguai, Chile e Argentina. A abertura desse novo modal rodoviário vai possibilitar para Mato Grosso do Sul o comércio de diversos produtos com redução significativa de tempo, inclusive com a possibilidade de ampliar o leque de parceiros

O secretário de Governo, Eduardo Riedel, explica que a abertura da nova rota será muito importante economicamente para o Estado. “Vai facilitar inclusive a abertura de novos mercados por aqui. Nós temos carnes para exportar pelo Pacífico, refrigerados, celulose, couro, soja e outras commodities. O Brasil está se tornando um grande consumidor de vinhos da África do Sul, Europa e o Pacífico pode também ser uma nova entrada. As possibilidades são muito grandes tanto para exportar quanto para importar. Não tenho dúvida que essa rota será um grande sucesso”, destacou Riedel.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, os quatro países estão envolvidos em criar uma saída direta para o Pacífico uma vez que a economia de tempo e dinheiro deverá ser impactante para os negócios. “Estudos preliminares apontam que o caminho das exportações será encurtado em sete mil quilômetros marítimos de distância até a Ásia, ou cerca de 14 dias de navio. Além disso, estamos solidificando a integração entre os países da América do Sul. Esse é um sonho de mais de 50 anos que o nosso governo vai tornar realidade”, destacou Miglioli.

Produtos e parceiros econômicos

A China é hoje o maior comprador de produtos sul-mato-grossenses do mundo. Para se ter uma ideia do volume de recursos, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) revelam que dos US$ 2,018 bilhões em produtos exportados no acumulado entre janeiro e maio de 2016, US$ 846,981 milhões ou 41,96% do total, foram resultados de negociações com o país asiático.

Entre os produtos ‘made exportação”, a soja e a celulose estão entre os mais vendidos aos chineses e representam 94% de tudo que é comprado por eles por aqui. Contudo outros como carne desossada e congelada de bovinos, couro bovino (em diversos estados de acabamento), madeira, açúcar, algodão, glicerol, milho em grãos, entre diversos outros compõem a extensa lista.

Além da China, Mato Grosso do Sul tem como parceiros econômicos outros países da Ásia, europeus, africanos e sul-americanos. Na lista dos 10 maiores compradores, depois da China, vem a Itália (US$ 108,517 milhões), seguida pela Holanda (US$ 92,913 milhões), a Tailândia (US$ 80,311 milhões), a Rússia (US$ 69,875 milhões), o Vietnã (US$ 64,179 milhões), a Argentina (US$ 62,824 milhões), o Japão (US$ 54,498 milhões), Hong Kong (US$ 53,784 milhões) e o Egito (US$ 50,730 milhões).

Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, a viabilização do corredor viário é fundamental. “O Governo vê como fundamental esta rota. Estamos estruturando acordos com a Bolívia e Chile, via Ministério das Relações Exteriores e do Transporte. Também com o governo do Paraguai para formalizar convênios internacionais. A logística é fundamental para o futuro de MS que está no centro da América do Sul. Precisamos crescer nossa capacidade competitiva e integrar a logística por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias, tornando o Estado um potencial corredor de importação e exportação”, finalizou Verruck.

Comente esta Noticia
Notícias Relacionadas