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26/05/2017
10 de maio de 2017 às 14h29 | Economia

Redução no preço da energia ajuda Campo Grande a ter deflação em abril, aponta o IBGE

Capital de MS registrou a maior queda no preço da energia entre todas capitais pesquisadas

Por: G1

Campo Grande registrou em abril um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de – 0,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que, conforme um dos principais indicadores de inflação do país, em vez dos preços subirem, eles diminuíram, ainda que de forma bem discreta, na capital sul-mato-grossense no mês passado.

Esse índice de deflação, de acordo com o IBGE, foi o segundo maior entre as 13 capitais em que o instituto apura os dados. Apenas Salvador, na Bahia, teve uma redução ainda maior, - 0,22%. Em contrapartida, no acumulado deste ano, Campo Grande teve uma inflação de 0,81% e nos últimos 12 meses de 5,15%. Já o IPCA do país indicou um aumento de preços, com percentual de 0,14%.

O IBGE atribuiu a deflação na capital de Mato Grosso do Sul em abril principalmente a queda no preço da energia elétrica. Essa retração ocorreu devido a dois fatores. O primeiro, descontos aplicados sobre as contas, por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do Encargo de Energia de Reserva (EER) destinado a remunerar a usina de Angra III.

O segundo é que além de descontos e outras reduções nos impostos, o reajuste anual da concessionária que fornece energia para a cidade e que entrou em vigor em 8 de abril, foi negativo, em -1,92%. Deste modo, Campo Grande obteve em abril a maior redução nos valores da energia elétrica entre todas as capitais pesquisadas pelo IBGE, com uma variação de -13,21%.

A energia, que na planilha de grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto, se insere na “habitação”, ajudou o item a ter a redução mais significativa entre todos os outros agrupamentos mensurados na capital sul-mato-grossense, com -3,30.

Além da “habitação”, somente dois outros grupo de produtos e serviços registraram quedas de preços em Campo Grande em abril, o do “vestuário”, com - 0,33% e o de “artigos com residência”, com - 0,12%. Os outros seis agrupamentos contabilizaram aumentos: “comunicação”, com 0,79%; “saúde e cuidados pessoais”, com 0,77%; “transportes”, com 0,73%; “despesas pessoais”, com 0,60%; “alimentação e bebidas”, com 0,26% e “educação”, com 0,11%.

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