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24/09/2017
28 de novembro de 2016 às 15h27 | Política

Sérgio Moro barra 21 das 41 questões feitas pela defesa de Cunha a Temer

Decisão do juiz federal é desta segunda-feira (28) e referente à Lava Jato

Por: G1
Agência Brasil

O vice-presidente da república Michel Temer conversa com o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha durante homenagem póstuma ao ex-deputado Paes de Andrade na Câmara dos Deputados, em Brasília, em julho de 2015 (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

Michel Temer é uma das testemunhas de defesa arroladas por Cunha (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, barrou 21 das 41 perguntas formuladas pela defesa do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) para o presidente da República, Michel Temer (PMDB).

Cunha é réu na Justiça Federal do Paraná em processo oriundo da Lava Jato, e Temer foi arrolado pelos advogados do deputado cassado como testemunha de defesa. A decisão do juiz indeferindo as questões é desta segunda-feira (28).

Na sexta (25), a defesa de Cuha protocolou um documento, no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, com as 41 perguntas que desejavam que fossem respondidas por Temer.

O presidente da República já havia enviado, em 11 de novembro, um ofício a Sérgio Moro para informar que prestará depoimento por escrito no processo no qual foi arrolado como testemunha.

Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

O ex-presidente da Câmara foi preso no dia 19 de outubro, em Brasília. Desde então, está detido na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

Os advogados de Cunha negaram as acusações e criticam o Ministério Público Fedederal (MPF), dizendo que os procuradores não explicaram qual seria a participação do ex-deputado no esquema descoberto na Petrobras.

Além do presidente Michel Temer, Cunha também arrolou como testemunhas de defesa, entre outras pessoas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG). As audiências começaram no dia 23 de novembro.

 

 

 

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