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11/12/2017
21 de junho de 2017 às 11h50 | Geral

Servidores pretendem antecipar reunião com Azambuja para definir reajuste salarial

O Fórum lançou campanha salarial unificada pela reposição inflacionária

Por: Assessoria

Representantes do Fórum dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul pretendem antecipar a reunião com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para definir o índice de reajuste, em 2017, após Senado aprovar o projeto sobre a renegociação de dívidas dos Estados com bancos, entre eles o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Com a proposta do Governo de Mato Grosso do Sul de ‘reajuste zero’ ao funcionalismo público neste ano, o Fórum lançou campanha salarial unificada pela reposição inflacionária que culminou numa reunião com o governador no início deste mês, no dia 9 de junho.

Na ocasião, Azambuja recuou do ‘reajuste zero’ para evitar uma greve geral e pediu o prazo de até 3 de julho para dar a resposta sobre o valor do reajuste.

Ressaltando que a data-base para reajuste dos salários é maio, no entanto, o governo deixou de aplicar a revisão geral anual na remuneração do funcionalismo estadual prevista na Constituição Federal.

Ainda na reunião, outra condição imposta pelo governo para reajustar os salários seria a renegociação de dívidas, entre elas valores relacionados ao BNDES e também de compensação por perdas com a Lei Kandir — que isenta do tributo ICMS os produtos e serviços destinados à exportação.

Uma das condições se concretizou nesta terça-feira (20), com a aprovação do Senado do projeto sobre a renegociação de dívidas dos estados com bancos, entre eles o BNDES.

Diante do acontecimento o Fórum dos Servidores Públicos vai pedir ao governo a antecipação da reunião para dar continuidade na negociação do índice do reajuste para este ano.

Os coordenadores do Fórum vão nesta quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa pedir aos deputados estaduais uma intervenção junto ao governo para que a reunião seja antecipada.

“É preciso que o governo do estado antecipe a reunião para que possamos resolver logo essa situação, pois o indicativo é de uma greve geral, caso Azambuja insista em não conceder o reajuste novamente como aconteceu em 2015 e 2016”, explicou Thiago Mônaco, um dos coordenadores do Fórum.

 

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