Polícia Civil esclarece minutos antes da morte de Breno e Leonardo

4 SET 2012 • POR Daniela Teófilo Longo • 14h29
Delegada da Defurv esclarece o caso / Foto: Daniela Teófilo Longo

Breno Luigi Silvestrini de Araújo, de 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos. Dois jovens que perderam suas vidas na noite da última quinta-feira (30), por criminosos de alta periculosidade, que conviviam tranquilamente no meio social. Eram cinco os integrantes da quadrilha, Weverson Gonçalvez Feitosa, 22, Raul Andrade Pinho, 18, Rafael da Costa Silva, 22, o irmão de Rafael, menor de idade, que não teve o nome divulgado, e a mulher de Rafael, Dayane Aguirre Clarindo, 24.

O crime teve como motivo o furto da caminhonete Pajero, veículo da mãe de Leonardo, que seria trocado na Bolívia. A escolha da quadrilha para o furto era entre a Pajero ou uma Frontier, que também estava nas proximidades do Bar 21, no bairro Miguel Couto, na Capital.

Os jovens saíam do local, quando ao abrirem o carro, desativando o alarme, foram rendidos por Weverson Gonçalvez Feitosa, 22, e Rafael da Costa Silva, 22.

Leonardo foi no banco da frente e pediu desde o começo da ação que os criminosos poupassem a sua vida e a de seu amigo, Breno. Ele pedia para que levassem o veículo, mas que os deixassem viver. Rafael que estava no banco traseiro, resolveu dar uma coronhada com o revolver em Leonardo.

Raul, que também é parente de Rafael, dava a cobertura no trajeto, sendo que Dayane e o menor infrator seguiam em um Fiat Uno, acompanhando a Pajero até o local do crime, na região do Indubrasil, na BR-262. Chegando ao local, Weverson e Rafael desceram com as vítimas até o matagal. Elas mais uma vez pediram que tivessem as vidas poupadas.

Breno levou o primeiro tiro, a queima-roupa, não tendo o jovem nem tempo de se defender, ou perceber o que acontecia. Antes, porém chutaram as partes íntimas do adolescente, fazendo-o cair para que em seguida ele levasse o tiro.

Leonardo percebendo que seu amigo havia sido alvejado, tentou se afastar no momento em que já estava sendo agredido por Weverson também nas partes íntimas. O jovem caiu e Rafael disparou o segundo tiro, que atingiu a cabeça do adolescente, que também morreu no ato.

Investigação

A Delegada Titular da Defurv, Maria de Lourdes Souza Cano, afirmou durante apresentação dos resultados da investigação policial, na Derfuv, na última segunda-feira (03), que os autores do crime já haviam combinado desde o começo que quem quer que fosse a vítima teria sua vida ceifada.

Os criminosos seguiram viagem para Corumbá, e reagiram ao se deparar com a barreira do Departamento de Operação de Fronteira (DOF), o que já deixou os policiais em alerta. Eles empreenderam fuga no matagal, abandonando o veículo Pajero.

No dia seguinte, Dayane foi surpreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) dentro de um caminhão. Todos os órgãos policiais já tinham conhecimento sobre o caso e estavam em alerta. Ela foi conduzida para a Delegacia na Capital, tentou mentir, apontar outras pessoas como autores, mas confessou a participação direta do marido, Rafael. Antes disso, a coautora tentou apontar a culpa da execução ao “Japa”, Weverson.

As investigações, no entanto, apuraram que o autor dos disparos foi o próprio Rafael, que foi localizado e preso por Policiais Civis de Corumbá na noite da sexta-feira (31), próximo ao matagal onde ele empreendeu fuga. Já Weverson foi identificado pela Defurv,por meio da descrição de Dayane. As informações foram passadas para a Polícia Civil de Aquidauana, que localizou o autor em sua própria residência. O criminoso informou que do local da fuga até a sua casa, pegou carona com duas pessoas em um veículo.