A produção industrial brasileira recuou 2,1% em abril, na comparação com o mês anterior, quando fora registrada leve alta de 0,5%, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, foi verificada queda de 1,3% - segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 5,4% - resultado positivo menos intenso desde junho de 2010 - e, no ano, aumento de 1,6%.
“No mês de abril há uma reversão do crescimento que o setor industrial vinha mostrando”, disse André Luiz Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.
Na comparação mensal, a produção da indústria registrou redução em 13 dos 27 ramos de atividade pesquisados pelo IBGE. O destaque ficou com o setor de máquinas e equipamentos, cuja produção caiu 5,4% em abril, após quatro meses de crescimento, seguido por produtos de metal (-9,3%), veículos automotores (-2,8%), alimentos (-2,4%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,4%).
Entre as atividades que aumentaram a produção, os setores que desempenharam papel positivo de maior influência foram farmacêutica (3,3%), indústrias extrativas (2,5%), fumo (20,6%), metalurgia básica (1,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (6,6%) e outros produtos químicos (1,1%).
"O segmento de bens de consumo duráveis mostra uma perda de 10,1%. Claro que é uma perda significativa, mas em março esse setor havia avançado 4,5%. Veículos automotores e eletrodomésticos foram os bens responsáveis pela queda. Os bens de consumo duráveis foram os principais responsáveis pela queda de 2,1% na passagem de março para abril", afirmou o gerente do instituto.
Camila Bertagnolli/Fonte: G1
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