A indústria de casamentos no Brasil vive um momento de aquecimento, influenciada pelo aumento na renda das famílias, crescimento da economia e por uma retomada das festas tradicionais.
A previsão do setor é de faturamento de R$ 12 bilhões em 2011, 20% mais do que no ano passado. O resultado é um aumento nos custos acima da inflação, pressionados pela demanda crescente.
"Existe uma classe ascendente e que quer comprar. Isso aumenta a busca por serviços em um nível que os fornecedores não conseguem atender", diz Vera Simão, presidente da Abrafesta (associação do setor).
O número de casamentos no país cresceu 25% entre 2003 e 2009, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Vera afirma que essa expansão no mercado tem criado dois movimentos: o aumento de preços para selecionar a demanda; e o crescimento no número de empresas para atendê-la.
"Os custos estão subindo muito. Um casamento que em 2006 custava R$ 50 mil, hoje eu não consigo organizar nem com R$ 150 mil", diz Márcia Possik, diretora da organizadora Marriages.
Moda
"Casar está na moda. Os casais antes faziam algo com menos investimento. Agora querem fazer a festa da vida", afirma Tamara Barbosa, sócia da Coordinare Eventos.
Ela conta que uma de suas clientes fez uma festa para 700 pessoas, gastou R$ 500 mil e, em seguida, foi morar em um apartamento alugado, por não ter dinheiro para dar entrada em um imóvel.
O aumento nos preços, segundo ela, também está relacionado ao nível de detalhamento oferecido atualmente.
Camila Bertagnolli/Fonte: Editoria de Arte/Folhapress
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