Os mercados reagiram com otimismo à bateria de informações econômicas publicadas na China e nos EUA, o que ajudou a fortalecer o euro contra o dólar (numa valorização acompanhada pelo real) e deu novo impulso às Bolsas de Valores.
No front doméstico, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,582, o que representa um declínio de 0,37% sobre a cotação de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,690 e comprado por R$ 1,520.
A cotação do euro, por sua vez, avançou modestamente de US$ 1,4412 para US$ 1,4468 na praça financeira internacional.
Logo pela manhã, em vez de se assustarem com a inflação chinesa, que atingiu em maio sua maior taxa em quase três anos, os participantes dos mercados preferiram "comemorar" o crescimento da produção industrial e das vendas do setor varejista, que bateram praticamente as projeções do setor financeiro.
Mesmo a elevação do recolhimento compulsório dos bancos, por exigências de Pequim, não conseguiu turvar o bom humor dos agentes financeiros, que já contavam com uma nova alta dos juros.
Poucas horas depois, os indicadores americanos divulgados ajudaram a reforçar a "trégua" dos mercados: os dados de inflação vieram em linha com as expectativas, e nem o recuo das vendas do setor varejista azedou o relativo "otimismo": analistas destacaram que o declínio visto em maio (0,2%) foi até menor que o projetado por muitos economistas (previsão de 0,4%).
As Bolsas europeias, apesar da "novela grega" (ontem, o país ganhou a pior classificação de risco do mundo), fecharam em alta. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,19%, enquanto a brasileira Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 0,20%.
Ceyd Moreles/Fonte: Folha.com
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