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Economia

Brasil abre 252.067 empregos formais em maio, segundo Caged

21 junho 2011 - 03h30 Por Markito

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou ontem (20), que o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País em maio foi de 252.067. Conforme adiantou pela manhã o ministro Carlos Lupi, o resultado veio acima de 200 mil novos postos.

O volume, no entanto, é bem inferior ao recorde de 349 mil empregos celetistas, já descontadas as demissões do período, verificado no mesmo mês do ano passado. Também é inferior ao resultado de abril, contrariando a expectativa do ministro de que o saldo de maio seria maior.

Em abril, o número de novas vagas de trabalho formais - já descontadas as demissões -, foi de 294 mil, segundo o dado revisado pela Pasta este mês. Antes da revisão, o ministério tinha contabilizado a criação de 272,2 mil novos empregos celetistas em abril. Estes números fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda pelo MTE.

Já para o mês de junho, a previsão de Lupi, é que a geração de empregos seja melhor do que em maio. No mês passado ele apresentou o mesmo prognóstico, que acabou não ocorrendo. O ministro, no entanto, não admite falar em desaceleração dos dados ainda que, em relação a todas as bases de comparação, o número do mês passado tenha sido menor do que os demais. "Isso não é desaceleração. Chega a ser ofensa à inteligência dizer que o País está gerando menos emprego. Desaceleração é quando a diferença é muito grande", argumentou durante a entrevista coletiva de imprensa.

O número de postos gerados em maio ficou levemente acima da média para o mês nos oito anos do governo Lula. Segundo cálculos feitos pela Agência Estado com base nos dados do Ministério do Trabalho, a média de geração de vagas líquidas para o mês - já descontadas as demissões do período - foi de 245.125 postos. Dados do Caged divulgados há pouco revelaram que o saldo líquido de emprego em maio deste ano foi de 252.067.

O melhor mês de maio do governo passado foi visto em 2010, quando 349 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho com carteira assinada. Já o pior maio da "Era Lula" foi verificado no primeiro ano de governo, quando 167 mil postos foram formais criados.

Camila Bertagnolli/Fonte: Agência Brasil

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