O mercado de câmbio encerrou os negócios pela primeira vez desde janeiro de 1999 na casa dos R$ 1,55 nesta sexta-feira. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,559 na venda, em declínio de 0,25%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,670, número que representa um decréscimo de 0,59% sobre a taxa anterior.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, amarga retrocesso de 3,21%, para os 57.596 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,50 bilhões.
Profissionais das mesas de câmbio disseram que a perspectiva de juros básicos ainda maiores no Brasil devem continuar a atrair recursos e derrubar as taxas. O conteúdo da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgado ontem, reforçou a percepção de que a taxa Selic, hoje em 13%, pode atingir 13,75% ainda em setembro.
Entre as principais notícias do dia, o Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial brasileira fechou julho com o maior volume mensal de negociações na história.
A corrente de comércio (soma de importações e exportações) ficou em US$ 37,602 bilhões, resultado de outros dois recordes para um mês: o de exportações, que somaram US$ 20,453 bilhões (média diária de US$ 889,3 milhões), e de importações, a US$ 17,149 bilhões (com média diária de US$ 745,6 milhões).
Ceyd Moreles/Com informações Folha Online
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