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Economia

Vendas no varejo nacional voltam a subir, diz IBGE

13 julho 2011 - 03h37 Por Markito

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que as vendas no varejo brasileiro voltaram a crescer em maio após a queda do mês anterior. Os números mostram que o setor conseguiu contornar em parte as medidas do governo para frear o consumo graças a queda de preços de alguns produtos importantes.

A alta registrada foi de 0,6% em maio sobre abril e de 6,2% em relação a igual mês do ano passado, informou nesta terça-feira (12) o Instituto. 

De acordo com o economista do IBGE, Reinaldo Pereira, maio registrou uma volta aos níveis de venda, e mesmo com outra possível queda, a tendência é a expansão. "Passamos por abril e o comércio voltou às atividades normais. A tendência que se mostra é de um resultado bom, mas não tão bom quanto 2010. Até porque a perspectiva é de um crescimento mais moderado da economia", afirmou.  

A expansão de vendas foi quase generalizada, sendo que apenas os setores de Combustíveis e lubrificantes e de Artigos de uso pessoal e doméstico tiveram variação negativa. Já os setores mais sensíveis ao crédito, como Móveis e eletrodomésticos, Equipamentos e materiais para escritório e Veículos, apresentaram um bom desempenho em maio desse anoOs Eletrodomésticos avançaram 1,3% sobre abril e 20,4% ante maio de 2010. O segmento de Equipamentos de escritório, comunicação e informática aumentou as vendas em 11,6 e 14,7%, respectivamente. O de Veículos, motos e peças teve alta de 0,2% mês a mês e de 25,9% ano a ano.

O economista destaca que esses três setores estão sendo beneficiados pela queda de preços, e, consequentemente, vêm enfrentando com certa tranquilidade o impacto das medidas macroprudenciais e as altas de juros adotadas pelo governo para conter a inflação. "O cenário para o comércio desses produtos continua favorável, independentemente dessas medidas macroprudenciais. As vendas das atividades mais sensíveis ao crédito continuam fluindo. O crédito ao consumidor pode estar mais caro e restrito, mas os preços estão bem mais baixos, até com deflação", disse.

De acordo com o IBGE, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses acumulou alta de 6,55% até maio, os eletrodomésticos têm deflação de 6,3%; os veículos de 3,5% e os microcomputadores de 14,13%.

Camila Bertagnolli/Com informações do Correio do Brasil

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