Em julho, o índice de inadimplência do consumidor registrou o segundo menor crescimento deste ano, 2,9%. A comparação é feita com o mês anterior. De acordo com os economistas da Serasa Experian esse resultado é decorrente de uma atitude mais cautelosa do consumidor em relação ao comprometimento de sua renda e às condições de crédito.
Ainda segundo os economistas, diante da política econômica restritiva para controle da inflação, o consumidor aproveita a evolução de sua renda para priorizar o pagamento e a renegociação das dívidas assumidas e ainda dá sinais de menor demanda por novos créditos.
Na análise anual – julho deste ano em comparação com o mesmo mês do ano passado – a inadimplência do consumidor cresceu 27,7%. No acumulado de janeiro a julho de 2011, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice subiu 22,5%.
Na decomposição do indicador, a inadimplência com os bancos foi a principal responsável pela alta do índice mensal, com crescimento de 5,2% (contribuição de 2,4 pontos percentuais na variação total). As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água), e os títulos protestados também colaboraram para a alta do indicador com variação de 1,2% (0,5 p.p) e 10,1% (0,2 p.p), respectivamente. Já os cheques sem fundos apresentaram queda de 2,0%, com contribuição negativa de 0,2%.
Karla Lyara
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