A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou esta quarta-feira em alta de 2%, aos 56.495 pontos, na máxima do dia. Na mínima, o Ibovespa ficou estável (+0,02%). Com a quarta alta consecutiva, o índice conseguiu reduzir o tombo no mês de agosto para -3,96%. Em 2011, contudo, o recuo ainda é expressivo, de -18,48%. No mercado de câmbio, o dólar teve valorização de 0,38%, cotado a R$ 1,5940, também na máxima.
Por aqui, o mercado operou na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia nesta noite a nova taxa básica de juros (Selic). Os analistas estão divididos e não sabem se o juro começará a cair a partir deste encontro ou se será mantido no atual patamar de 12,50% ao ano.
Em Nova York, os principais índices acionários fecharam no azul, mas com valorizações menos expressivas do que o Ibovespa. Dow Jones subiu 0,46%, Nasdaq ganhou 0,13% e S&P 500 valorizou-se 0,48%. No mês, Dow Jones acumula queda de 4,4%, o maior recuo mensal desde maio de 2010. Já S&P 500 perdeu -5,68% no mesmo período e Nasdaq -6,42%.
Mais cedo, o principal índice das ações europeias fechou em alta, mas não o suficiente para impedir seu pior desempenho mensal desde outubro de 2008. O FTSEurofirst 300 subiu 2,6%, para 964 pontos. No acumulado de agosto, contudo, o índice despencou 10,9%, maior queda desde outubro de 2008, pouco após o colapso do banco norte-americano Lehman Brothers.
As principais praças financeiras da Europa encerraram o dia no terreno positivo. Frankfurt teve alta de 2,50%, Londres subiu 2,39% e Paris ganhou 3,07%. Já Milão avançou 3,02% e Madri valorizou-se 3,24%.
No exterior, a valorização desta quarta-feira foi amparada por perspectivas de que o Federal Reserve (banco central norte-americano) anuncie mais estímulos para ajudar a combalida economia dos Estados Unidos.
Dólar fecha o dia em alta
O dólar fechou nesta quarta-feira em alta de 0,38%, cotado a R$ 1,5940, na máxima do dia. Na mínima, a moeda norte-americana atingiu R$ 1,5820.
Karla Lyara/Com Reuters e Agência Estado
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