O governo da presidente Dilma Rousseff quer transformar 400 mil pessoas que vivem do bolsa família em empresários. Até agora, o governo já identificou 103 mil pessoas que recebem o Bolsa Família e espontaneamente se formalizaram para prestar algum tipo de serviço.
Estimativas é que esses novos empresários já movimentam R$ 1,8 bilhão na economia por ano. Porém, a maioria dos beneficiados que dependem do Bolsa Família tem medo de perder o beneficio, e isso atrapalha o sucesso da iniciativa.
Já esta sendo distribuída uma cartilha pelo Sebrae explicando que só será excluído do Bolsa Família quem ultrapassar uma renda mensal de R$ 140 por pessoa. Outro ponto que será abordado é o que se o microempreendedor individual não conseguir manter um faturamento maior e precisa voltar ao Bolsa Família, não precisará ir para o fim da fila.
O objetivo da presidente Dilma é retirar 16,2 milhões de pessoas de uma situação de extrema pobreza e inserir no mercado formal de trabalho. O foco é a qualificação da mão-de-obra, porque o governo sabe que não se pode transformar todos em empresários, pois para isso é preciso ter vocação e mercado consumidor. A ideia é aproveitar o sucesso da lei.
Luiz Barreto, presidente do Sebrae alegou que se o público tiver a certeza de que o beneficio não será cortado, certamente irão investir, porque a flexibilidade na jornada de trabalho é o principal chamariz: poder cuidar da casa, dos filhos e aumentar a renda.
A tendência é aumentar o número de negócios, porque o limite do faturamento anual deles subiu de R$ 36 mil para R$ 60 mil neste mês.
Hoje, cerca de 7% desses novos empresários recebem o Bolsa Família. A tendência é que com a divulgação da cartinha, esse número aumente.
Tatyane Soares/Com informações:O Globo
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