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Economia

PIB brasileiro cresce apenas 0,2% no 1º trimestre

1 junho 2012 - 08h54 Por Markito

Mesmo com avanço da indústria, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu apenas 0,2% entre janeiro e março, em relação ao trimestre anterior com ajuste sazonal, segundo informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto revisou a expansão do quarto trimestre de 2011 sobre o terceiro, de 0,3% para 0,2%, mas manteve o desempenho de 2011 como um todo em 2,7%. Com a revisão, os resultados mostram que a economia brasileira não apresentou aceleração do crescimento de um trimestre para o outro.

O maior destaque foi a indústria, que teve alta de 1,7% na mesma comparação, mas em relação ao mesmo período do ano passado o acréscimo foi pequeno: 0,1%. Já o destaque negativo ficou com a agropecuária, que caiu 7,3%. O bom desempenho da indústria veio porque, para o resultado do PIB, o IBGE considera o valor adicionado pelo setor no período. Já para o indicador de produção industrial, que vem apresentando quedas, o instituto faz seus cálculos com base no volume produzido.

Ante o primeiro trimestre de 2011, o PIB avançou 0,8%, e no acumulado de 12 meses terminados em março a alta foi de 1,9%. O resultado no acumulado em 12 meses vem em queda desde o primeiro trimestre de 2011, quando apresentou alta de 6,3%. Ao longo dos trimestres, houve desaceleração para 4,9% no 2º trimestre de 2011, 3,7% no terceiro trimestre e 2,7% no último trimestre do ano passado.
O PIB em valores correntes alcançou R$ 1,03 trilhão no primeiro trimestre. Sob a ótica da demanda, foram observadas altas no consumo do governo (1,5%) e no das famílias (1,0%). Já a formação bruta de capital fixo teve redução de 1,8% no período. As exportações aumentaram 0,2% e as importações, 1,1%.

Previsão

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia afirmado que o PIB brasileiro teria crescido entre 0,3% e 0,5% no trimestre passado, quando comparado com outubro e dezembro passados, e que a atividade já estava acelerando. Nenhuma das duas previsões se confirmou. Para o ano, o ministro espera que o PIB brasileiro deverá crescer entre 3% e 4%, abaixo da projeção inicial do governo, de 4,5%. Analistas de mercado consultados pelo Banco Central projetam alta menor que 3%.

A economia titubeante tem sido o calcanhar de Aquiles do governo Dilma Rousseff neste início de ano sobretudo devido ao desempenho da indústria. Afetada pela crise internacional mais aguda e pela desaceleração do crédito no mercado interno, a atividade ainda mostrou sinais de cansaço nesses primeiros meses. Segundo pesquisa da Reuters, a mediana de previsões de 29 analistas mostrava que o PIB brasileiro teria crescido 0,5% no primeiro trimestre de 2012 ante o período anterior. Sobre janeiro a março de 2011, as contas apontavam expansão de 1,3%, pela mediana de 25 previsões.

Na véspera, o IBGE informou que a produção industrial do País caiu 0,2% em abril frente a março, a segunda queda seguida e a terceira variação negativa mensal no ano. Na comparação com abril de 2011, a produção diminuiu 2,9%, oitava contração seguida. Por conta disso, o governo tem adotado diversas medidas de estímulos, como a redução da Selic ao menor nível histórico - de 8,50% ao ano -, desonerações fiscais e liberação de mais crédito. A última ação foi definida na quinta-feira, quando o governo elevou a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), entre outros, de motos importadas ou que não sejam produzidas na Zona Franca de Manaus para proteger os fabricantes no País.

Vivian Krajewski/Fonte: Terra

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