Documento compara indicadores macroeconômicos de 2012, com resultados desfavoráveis, aos de 2011 e os de 2010. Ao divulgar o boletim, o técnico fez duras críticas à atual política econômica que, segundo ele, estaria centrada em lançar pacotes de medidas inseridas no “curto prazismo”, sem compromisso com o longo prazo. É o caso do programa Brasil Maior, na avaliação do técnico.
Para ele, o governo deveria estar centrando esforços em buscar outro modelo que possa levar o país a uma trajetória de crescimento econômico sustentável. E lembrou que as estratégias norteadas pela demanda doméstica sustentaram as taxas do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos últimos anos.
No primeiro trimestre, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi de 18,7% do PIB, abaixo da meta desejada pelo governo, de superar a faixa dos 20% no ano. É necessário fortalecer o investimento no PIB.
Outro fator que contribui para a fraca expansão econômica atual, citado pelo Ipea em seu boletim, é a perda de produtividade da indústria da transformação. Hoje, o IBGE anunciou queda de 0,9% na produção industrial de maio contra abril.
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