Menu
Busca domingo, 16 de agosto de 2026
Economia

População acha que atual situação do Brasil tem afetado o poder de compra

7 julho 2013 - 04h30 Por Mariana Anjos / Com Informações BBC Brasil

Os recentes sinais de crescimento acelerado da inflação - que nos últimos 12 meses já acumula alta de 6,59%, acima do teto da meta, segundo o IBGE - não tem afetado apenas o bolso dos brasileiros, como também preocupado economistas, que criticam a forma como o governo vem lidando com o aumento generalizado dos preços.

O site MS Repórter realizou uma enquete no decorrer de uma semana, mais especificamente, a última, para saber de seu leitores/internautas acham que a atual situação da economia brasileira tem afetado o poder de compra do consumidor. Desta forma, 80% responderam que sim e 20% disseram que não, ou seja, a maioria acha que realmente a situação atual da economia do país afetas diretamente no poder de compra do consumidor.

Para especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o país vive, atualmente, o "pior dos mundos", com crescimento baixo e inflação em alta. Eles avaliam que, para eliminar os dois problemas, o Brasil precisará de um "forte ajuste".

Hoje em dia, o Brasil trabalha com um sistema de metas de inflação anual. O centro da meta para 2013, estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4,5%, mas o BC admite, ainda dentro da meta, uma variação de dois pontos percentuais para cima e para baixo.

Nos últimos 12 meses encerrados em março, segundo os dados divulgados pelo IBGE, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 6,59%, estourando o teto da meta. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde novembro de 2011, quando o aumento em igual período foi de 6,64%.

A alta do índice em março já era prevista por analistas, mas contribuiu para aumentar os temores de que a estratégia adotada pelo governo para combater a inflação esteja sendo ineficiente e as autoridades estejam evitando tomar medidas "mais duras" nesse sentido, como uma eventual subida dos juros.

O aumento também torna mais distante o objetivo de manter a inflação em 2013 mais próxima do centro da meta. Em 2010, a taxa foi de 6,5% e, no ano passado, de 5,84%. O BC prevê, no entanto, segundo seu último relatório trimestral, que a inflação deva encerrar este ano em 5,7%.

Inúmeros fatores explicam a escalada inflacionária no Brasil. De maneira geral, a origem está no desequilíbrio entre a oferta e a demanda. Segundo o governo, foi o que aconteceu com os alimentos, já considerado os principais vilões para o aumento da inflação. O tomate, por exemplo, dobrou de preço nos últimos doze meses, com alta de 122,13%. No mesmo período, a farinha de mandioca registrou alta de 151,39%, segundo dados do IBGE.

Para tentar resolver a situação, o governo tem adotado política de desonerações tributárias para conter inflação. A principal aposta do governo para a redução dos preços tem ocorrido por meio de desonerações tributárias.

Recentemente, por exemplo, o governo prorrogou a alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros até dezembro deste ano. Além disso, desonerou a cesta básica, a energia elétrica e a folha de pagamento de inúmeros setores, entre outras medidas.

A mais recente foi a decisão de zerar o PIS/Cofins de smartphones de até R$ 1,5 mil fabricados no Brasil. Por essa lógica, o governo espera que as empresas repassem ao consumidor a redução do custo com os tributos.

 

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: