Terminaram sem acordo as conversas da petroleira OGX, de Eike Batista, com detentores de US$ 3,6 bilhões em bônus da dívida com vencimento em 2018 e 2022. A petroleira tentava um acordo para reestruturar sua dívida após meses de negociações. A informação foi divulgada pela OGX, em comunicado ao mercado, na madrugada desta terça-feira (29).
Representantes da assessoria de imprensa e da área de relações com investidores da OGX não estavam imediatamente disponíveis para comentários.
A OGX, que já foi a principal empresa do grupo de Eike, se prepara para entrar com pedido de recuperação judicial (antiga concordata) a partir desta terça-feira, disseram três fontes com conhecimento da situação à agência de notícias Reuters, na segunda-feira.
A OGX, que possui dívida total de US$ 5 bilhões, não quis comentar na segunda-feira a possibilidade de entrar com pedido de recuperação judicial.
Se for confirmado, este será o maior caso de recuperação judicial já realizado na América Latina, segundo dados da agência de notícias Thomson Reuters. Na última sexta, o jornal "Wall Street Journal" havia afirmado que a empresa já estava preparando a documentação necessária para entrar com o pedido de recuperação.
Recuperação judicial
O pedido não seria só um indicativo do tamanho da queda de Eike, mas também forneceria um duro teste à lei de recuperação judicial do Brasil, aprovada há oito anos, sobre se ela oferece a proteção adequada aos credores.
A recuperação judicial (antiga concordata) é um termo jurídico que caracteriza a possibilidade de reestruturação das empresas economicamente viáveis que passem por dificuldades momentâneas, mantendo os empregos e os pagamentos aos credores. Em outras palavras, é quando a empresa possui uma dívida e apresenta um plano para saldar suas obrigações.
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