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Dólar fecha a R$ 1,61, em primeira queda após 4 dias de alta

06 maio 2011 - 19h42

A taxa de câmbio doméstica teve sua primeira queda no mês, num dia de trégua dos mercados frente à onda de pessimismo mundial.


Ontem, o forte "derretimento" dos preços das commodities levou a uma corrida pelo dólar e à derrocada geral das Bolsas de Valores. Na jornada de hoje, a geração de empregos nos EUA mais robusta do que o esperado ajudou a amenizar o nervosismo dos agentes financeiros.


O mercado de câmbio doméstico, no entanto, passa por uma conjuntura de pouca liquidez, numa temporada marcada por algumas remessas de lucros das matrizes para filiais no exterior e pagamento de importações.


Nesse contexto, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,619, em um decréscimo de 0,36% nas últimas operações desta sexta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,620 e R$ 1,602. O dólar turismo foi vendido por R$ 1,730 e comprado por R$ 1,560 nas casas de câmbio paulistas.


Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) avança 1,33%, aos 64.253 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,4 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,34%.


O Departamento de Trabalho dos EUA apontou a criação de 244 mil postos de trabalho em abril, bem acima das expectativas de 186 mil, o consenso entre economistas do setor financeiro. A taxa de desemprego, no entanto, aumentou de 8,8% para 9%. Enquanto o primeiro número é obtido a partir de pesquisa junto a empresas, o segundo é calculado a partir de levantamento em residências.


No front doméstico, o IBGE apontou uma inflação de 0,77% em abril, ante 0,79% em março. Em 12 meses, o IPCA tem uma alta acumulada de 6,51% --superior ao "teto" da meta do governo (6,5%) para este ano. A variação do IPCA veio abaixo das expectativas, entre 0,81% e 0,85%.


Em relatório sobre o índice de preços publicado hoje, os economistas da corretora Convenção reforçam a aposta num ciclo longo de juros e destacam que os reajustes salariais no segundo semestre devem ser o principal desafio do governo em seu combate à alta dos preços.


"Se até aqui, com inflação acelerando, o problema era um mercado de trabalho muito aquecido, agora que a inflação precisa cair, o problema será, também, um mercado de trabalho muito indexado", pondera a equipe de análise desta corretora.


No mercado de juros futuros, as taxas negociadas recuaram pelo segundo dia.


Para julho, a taxa prevista permaneceu em 11,99% ao ano; para janeiro de 2012, a taxa projetada recuou de 12,31% para 12,29%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista passou de 12,63% para 12,56%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.


Helton Verão/Folha Online

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