O mercado permanece em suspense a respeito da crise na zona do euro. Nas últimas três semanas, a taxa cambial tem oscilado no estreito âmbito de R$ 1,61 e R$ 1,63, com um giro que mal tem alcançado US$ 3 bilhões por dia --conforme os números dos negócios à vista registrados na BM&F.
Hoje não foi muito diferente: acompanhando o fortalecimento do dólar no exterior, a taxa doméstica subiu 0,30% --para R$ 1,629-- nas últimas operações desta quarta-feira. Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,750 e comprado por R$ 1,570 nas casas de câmbio paulistas.
Contra a moeda americana, o valor do euro caiu de US$ 1,4112 na sessão de ontem para US$ 1,4070.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 0,31%, aos 63.530 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,09 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,4%.
Em meio a especulações sobre uma reestruturação da dívida grega, os agentes financeiros monitoram as negociações no âmbito da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional), ainda em processo de substituição de Strauss-Kahn na presidência da instituição.
O país mediterrâneo, candidato a nova rodada de socorro financeiro, precisa mostrar capacidade em adotar medidas de austeridade fiscal. Em paralelo, Portugal, Irlanda, e também a Espanha, permanecem no radar, enquanto enfrentam problemas financeiros de intensidade variada.
Hoje, a UE levantou 4,75 bilhões de euros (cerca de US$ 6,7 bilhões) para ajudar Portugal e Espanha, por meio do EFSM (mecanismo de estabilização financeira), fundo utilizado para resgates financeiros. "O que se comenta no mercado é que, se essas 'ajudas' não saírem, a situação pode ficar bastante complicada", comenta Vanderlei Muniz, sócio-diretor da corretora gaúcha Onnix.
Por enquanto, o mercado doméstico permanece bem abastecido de dólares. Segundo o Banco Central, a entrada de dólares no país já supera a saída em US$ 45,5 bilhões (dados atualizados até anteontem). O valor supera em 87% o registrado em todo o ano de 2010.
JUROS FUTUROS
No segmento de juros futuros da BM&F, as taxas projetadas ficaram praticamente estáveis na maior parte dos contratos negociados.
Para julho, a taxa prevista foi mantida em 12,03% ao ano; para janeiro de 2012, a taxa projetada (a exceção do dia) subiu de 12,33% para 12,35%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista permaneceu em 12,59%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
Helton Verão/Fonte: Folha Online
Deixe seu Comentário
Leia Também

Secretaria da Cidadania realiza Fórum das Juventudes para construir plano com participação jovem

Regulação econômica transforma dados

MS garante mais de 1,2 mil novas vagas no sistema prisional com construção de unidades na Gameleira
