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Dólar tem maior alta desde outubro e fecha a R$ 1,62

05 maio 2011 - 19h17

Há mais de cinco meses a taxa de câmbio não subia tanto como na sessão desta quinta-feira, num momento de maior aversão a risco no cenário mundial, e de incertezas no front doméstico. Em apenas quatro dias de alta consecutiva, a cotação valorizou 3,30%.


Lá fora, a divisa americana também ganhou força, e o euro, que chegou a bater US$ 1,49 recentemente, caiu para US$ 1,45 nesta jornada. Com o dólar para cima, os preços das commodities derretem: um dos exemplos mais citados é o petróleo, cuja cotação desvalorizou quase 10%. Analistas internacionais citam a decisão do BCE (Banco Central Europeu), que manteve as taxas de juros em 1,25% ao ano, mas sinalizando altas futuras.


O dólar chegou a ser negociado por R$ 1,627 em seu valor máximo, e permaneceu bem perto desse patamar nas operações finais do dia, quando foi cotado por R$ 1,625, isto é, um aumento de 1,24% sobre o fechamento de ontem.


Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,730 e comprado por R$ 1,560 nas casas de câmbio paulistas, aumentando 0,6% sobre o valor fixado ontem.


Ainda operando, a Bovespa sofre queda de 0,54%, aos 63.274 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,37 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 1,12%.


Profissionais de corretoras têm salientado que a procura pela moeda aumentou nos últimos dias, devido ao período de remessas de lucros, e pagamento de importações, o que vem ocorrendo de menor abundância de dólares na praça financeira.


Os motivos destoam: alguns apontam o efeito das medidas restritivas adotadas pelo governo lá atrás, para conter a enxurrada de divisas vista nos primeiros meses; outros preferem apontar um redirecionamento dos grandes capitais rumo aos mercados já consagrados, em detrimentos dos emergentes. E notam o forte fluxo de saída registrado na Bolsa de Valores, que ultrapassou a casa dos R$ 3 bilhões no quadrimestre.


"[A taxa de R$ 1,65] não está longe de chegar. Talvez não amanhã, mas sim no início da semana que vem", comenta Luiz Baldan, diretor da corretora Fourtrade. Para esse profissional, o "dólar estava barato" demais, quando oscilou na faixa de R$ 1,52 e R$ 1,55 e um ajuste era esperado.


Ele nota que, a esses preços, é razoável contar que os exportadores comecem a integrar os dólares mantidos lá fora à espera de melhores taxas. "Com certeza, tem bastante dinheiro lá fora para entrar, mas é claro que não vai vir para cá de uma vez", ressalta.


JUROS FUTUROS


No mercado de juros futuros, as taxas negociadas recuaram, após vários sessões de estabilidade.


Para julho, a taxa prevista passou de 12% ao ano para 11,99%; para janeiro de 2012, a taxa projetada cedeu de 12,34% para 12,32%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa prevista cedeu de 12,70% para 12,64%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.


Helton Verão/Folha Online

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