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Educação

Colégio Militar vai bem, mas é exceção no ensino público

12 setembro 2011 - 08h13 Por Markito

O Instituto Nacional de Estudos e Pequisas Educacionais (Inep) divulgou nesta segunda-feira (12) as notas de todas as 23,9 mil escolas que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para a rede pública, responsável por 88% das matrículas do ensino médio do país, as notícias não foram boas.  

Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), as escolas públicas são maioria entre as que ficaram com nota baixa no exame. Entre as instituições que tiveram desempenho inferior à média nacional na prova objetiva (511,21 pontos), 96% são públicos. Esse dado descarta os colégios que tiveram participação inferior a 2% ou com menos de 10 alunos inscritos e, por esse motivo, não recebem uma nota final.

Considerando as instituições do Grupo 1 de avaliação (com índice de participação superior a 75% dos alunos), apenas uma escola pública está entre as 20 melhores do país: o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), com média de 726,42 pontos.

Na lista das cem instituições com maior pontuação na prova, há apenas 13 colégios da rede pública. No ranking não aparece nenhuma escola estadual ou municipal. As instituições públicas que se destacaram são colégios de aplicação de universidades, colégios militares, escolas federais e escolas técnicas.

Mato Grosso do Sul

Das dez instituições mais bem colocadas em Mato Grosso do Sul, apenas uma faz parte da rede pública. O Colégio Militar de Campo Grande aparece em 3º lugar no ranking do Estado e 49º na lista do país.  

De acordo com o Comandante e Diretor de Ensino do Colégio Militar de Campo Grande, Coronel Gil de Melo Esmeraldo Rolim, o que mantém a instituição em um nível superior ao de grande parte das escolas de ensino público do país é a metodologia aplicada aos alunos. “A pedagogia do colégio embute valores como a ética, a moral e a disciplina. A metodologia exige que os alunos tenham dedicação e organização nos estudos”, explica.  Para ele, o trabalho dos professores também é definitivo para o alcance do sucesso. “A dedicação dos professores conta muito. Aqui, eles buscam não apenas despejar o conteúdo, mas ensinar o aluno a aprender”.  

Contudo, para a maioria das escolas públicas do país os resultados não foram animadores. Entre as dez escolas com pior desempenho no exame, oito são públicas (todas estaduais), contra apenas duas particulares.

Grupos de Avaliação

Para o Enem 2010, o MEC mudou o critério de divulgação das notas por escola. Quatro categorias foram criadas de acordo com a porcentagem de participação no exame:

Grupo 1: de 75% a 100% (17,8% das escolas)

Grupo 2: de 50% a 74,9% (20,9% das escolas)

Grupo 3: de 25% a 49,9% (33% das escolas)

Grupo 4: de 2% a 24,9% (27,4% das escolas)

Notas baixas

No topo da lista das escolas de Mato Grosso do Sul com o pior desempenho do Grupo 1, aparece a Escola Estadual Octacílio Faustino da Silva, de Corumbá, com 500,77 pontos . Em seguida estão as escolas estaduais Rotary Club, também de Corumbá, e José Alves Quito, de Corguinho, com 510,69 e 513,37 pontos, respectivamente.

As duas instituições privadas que figuram no ranking são Nossa Senhora da Abadia, em Sidrolândia (520,33 pontos), e Girassol, em Jardim (532,4 pontos).

No Grupo 2, o resultado foi um pouco melhor. Das dez instituições que mais pontuaram, três são públicas, no entanto, são as particulares que seguem no topo da lista. Já entre as escolas com pior desempenho, há apenas uma privada: o Colégio Dom Aquino, de Aquidauana, com 482,32 pontos. Em último lugar do ranking ficou a Escola Estadual indígena Cacique Ndeti Reginaldo, de Dois Irmãos do Buriti, com apenas 461,52 pontos.

Camila Bertagnolli

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