Representantes de professores e governo voltarão a se reunir na tarde desta terça-feira (24) para tentar um acordo e pôr fim à greve que já dura 69 dias. O encontro, que estava marcado para as 15h, foi adiado pelo governo para as 17h, segundo informações do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).
Em reunião na tarde de segunda-feira (23), grevistas reafirmaram que professores de todo o Brasil rejeitam a proposta do governo, que oferece até 45% de aumento salarial ao longo de três anos. De acordo com a Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, o governo não pretende avançar na proposta salarial. O reajuste representaria R$ 3,9 bilhões de impacto no orçamento federal. O governo também pode cortar os salários dos grevistas, caso as universidades enviem ao ministério os dados dos professores que aderirem à paralisação.
Por outro lado, o governo estuda outras propostas apresentadas pelo movimento grevista. A presidente do Andes, Marinalva Oliveira, explica que a principal reivindicação diz respeito à progressão de carreira.
— Nós reivindicamos correção de distorções para que não haja perdas salariais. A proposta atual traz perdas a três quartos da categoria, beneficiando apenas 5%. Além disso, impõe barreira à progressão dos professores. Por isso, 58 associações sindicais rejeitaram a proposta.
Segunda o Andes, enquanto um professor assistente 2, que tem mestrado, receberia 46,2% a mais pela dedicação exclusiva, o professor titular doutor teria o acréscimo de 130% e o professor auxiliar, 54%.
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