Embalado pela invencibilidade de 14 jogos, o Santos tem nesta quarta-feira o reencontro com o Cerro Porteño (PAR), adversário que foi o "divisor de águas" da equipe no ano.
Contudo, na primeira partida da semifinal da Copa Santander Libertadores, a situação alvinegra é bem diferente da vivida no dia 14 de abril, quando encarou os paraguaios pela primeira fase do torneio sul-americano.
Sob desconfiança e forte pressão, o Peixe vinha de tropeços e há poucos dias havia substituído o técnico interino Marcelo Martelotte por Muricy Ramalho. Sem poder perder, já que uma derrota significaria a eliminação da Libertadores, o clube fazia o seu "jogo do ano".
A vitória por 2 a 1 na casa do rival, entretanto, fez o Santos renascer e arrancar rumo à classificação na Libertadores e o título paulista.
Porém, as mudanças em relação ao último encontro não são apenas em relação à fase vivida e ao astral da equipe, mas também no time que será escalado por Muricy Ramalho. Naquela ocasião, o Alvinegro não pode contar com importantes jogadores como Elano, Zé Eduardo e Neymar, expulsos no jogo anterior. Por outro lado, teve o reforço de Paulo Henrique Ganso e Jonathan, que, machucados, não jogarão nesta quarta.
Depois do triunfo sobre o Cerro, muita coisa mudou na vida santista. As polêmicas diminuíram, as críticas à zaga cessaram e o futebol alegre voltou a aparecer. Da última vez, derrotar os paraguaios foi o ponto de partida para a sequência que culminou na conquista do Paulistão. Agora, pode ser a largada rumo ao topo da América.
Helton Verão/LanceNet
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