O Corinthians corre sério risco de jogar sem patrocínio na camisa contra o Vasco, pelas quartas de final da Copa Libertadores, e também na rodada inicial do Campeonato Brasileiro. Após o fim do acordo com a Hypermarcas, que pagou para estampar suas marcas apenas no jogo diante do Emelec, e o fracasso das negociações com a Hyundai, o clube diz não ter pressa para fechar um contrato.
Há uma semana, os cartolas alvinegros juravam que não havia a menor possibilidade de o Timão entrar em campo de camisa "limpa". Agora, no entanto, o vice-presidente Luis Paulo Rosenberg admite que a chance de isso ocorrer é grande.
Sem querer abrir mão dos cerca de R$ 50 milhões anuais que pretende receber pela "venda" da camisa, Rosenberg diz que o clube pode perder dinheiro agora, mas vai lucrar no futuro.
O dirigente culpou o clima econômico pelas dificuldades nas negociações, mas apontou a maior quantidade de transmissões de jogos do Corinthians. O segundo time aparece 40% menos na TV. É uma negociação dura e a economia brasileira infelizmente não vive o mesmo desempenho de dois anos atrás.
Rosenberg sabe que a demora para fechar um novo contrato inquieta a torcida, que teme ver o clube ficar sem dinheiro para contratar jogadores. Ele usa uma metáfora para pedir calma aos torcedores.
O dirigente não descarta apelar outras vezes para um patrocínio de ocasião como o da última quarta-feira, mas ele diz que até essa modalidade, em se tratando de Corinthians, custa caro para as empresas interessadas.
Mariana Anjos / Com Informações Vicentina Online
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